Mais um jogo português no mercado, mais um que conta com o apoio da editora britânica TheGameWall Studios. Apesar de estar sediado em terras de “sua majestade”, o projeto tem como diretor executivo e fundador o português Eduardo Monteiro, e isso ajuda a explicar a relação que a empresa tem estabelecido com as startups lusas.

A TheGameWall Studios apoiou o estúdio GameStudio 78 no desenvolvimento do jogo Hush, justamente com a jovem empresa nortenha mais precisava.

“Tomámos como ponto de honra do nosso trabalho fazer ver, na vertente internacional, o que é feito cá em Portugal. Pegámos no Hush como exemplo para mostrar o que é feito cá e é nisso que temos trabalhado arduamente nos últimos meses”, disse Eduardo Monteiro em declarações ao TeK.

O jogo Hush parece estar bem lançado para ter impacto no mercado internacional, mas o CEO da TheGameWall Studios espera que a concretização do projeto possa também ser um ponto de viragem em Portugal.

“A nossa perspetiva é que o Hush seja bem recebido e permita que seja um marco no desenvolvimento de jogos em Portugal. Que comecem a ver o desenvolvimento que é feito cá como algo que tem qualidade e não só o que vem de fora”.

“A qualidade está cá. A diferença que existe em Portugal é que ainda não houve uma aposta forte nos estúdios. Não têm o investimento necesssário para ter alguma projeção. Nós detetámos essa falha - porque eu sou português e tenho alguns contactos -, e como aposta também um pouco pessoal, arrisquei. Vamos ver os frutos que vamos colher”, disse Eduardo Monteiro.

Mas a aposta que a TheGameWall tem feito no mercado português pode, num futuro não muito distante, levar a um projeto mais ambicioso. A um que junte elementos de diferentes estúdios e projetos para que se crie um estúdio maior, com qualidades acima da média e que possa colocar Portugal no mapa do gaming mundial, tal como a CD Projekt fez com a Polónia.

Além da Game Studio 78, os estúdios Digital Soul Games e Titan Forged Games são outras duas startups portuguesas que contam com o apoio da TheGameWall.

“A nossa intenção aqui no mercado, tanto com o GS78 como com os outros estudios que estão agora a começar, seria uma colaboração entre todos para criar realmente um nome que tenha peso e não só cá em Portugal. Um nome que dê oportunidade a muito pessoal que é talentoso e tem realmente uma qualidade fantástica. Que haja uma aposta forte neles e que tenham as condições necessárias para que esse produto possa ter algum destaque a nível internacional”.

E de acordo com o fundador da TheGameWall, esse pode ser um objetivo próprio. “Nós gostariamos muito de fazer algo semelhante, mas neste momento ainda não é possível. Neste momento somos só nós. Mas não estamos longe disso. A prova disso é o Hush que vai ter algum eco a nível internacional e pode ser uma rampa, mais um degrau, que nós vamos subindo para consolidar. E também para fazer ver aos outros parceiros que em colaboração podemos fazer alguma coisa desse género”.

Desafios próprios
A TheGameWall Studios tem um jogo próprio que está a desenvolver para PlayStation 4 e Xbox One: o Project PAZ. O jogo sofreu alguns contratempos e a promessa de que chegaria ao mercado na primeira metade do ano não foi concretizada.

Eduardo Monteiro explicou ao TeK que o estúdio foi um beta-tester do Unreal Engine 4 e que isso acabou por trazer alguns precalços. Mas não só. “O atraso permitiu afinar algumas mecânicas do jogo”, salientou.

O videojogo deverá ser apresentado em outubro na Brasil Game Show, ficando depois disponível no mercado em dezembro.

Rui da Rocha Ferreira

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