Legalmente a TheGameWall Studios é uma empresa britânica visto que está sediada em Inglaterra. Mas a sua alma é portuguesa, como admitiu o fundador Eduardo Monteiro. E esse espírito português não é só uma questão de génese, é também uma questão de empreendedorismo: o estúdio de desenvolvimento é também uma empresa de publicação que quer dar visibilidade a novos projetos lusos e não só.



“Queremos pegar em projetos de garagem e de quarto e lançá-los no mercado”, revelou Eduardo Monteiro em conversa com o TeK.



O fundador da TheGameWall Studios diz que já colaborou com vários estúdios portugueses ao nível de aconselhamento e está agora a apoiar o estúdio de Coimbra Titan Forged Games e o seu jogo, Slinky. Eduardo Monteiro diz que no início do próximo ano vai dar um apoio mais dedicado à startup, sobretudo a nível de marketing.



Sobre o mercado de produção de jogos em Portugal o fundador da TGWS foi bastante taxativo: “A qualidade está lá”. Além do elogio, ficou também um conselho: “Para quem aposta nesta área a primeira coisa a fazer é não desistir, têm de acreditar no projeto; peguem nas críticas ao vosso trabalho e façam algo construtivo”, disse Eduardo Monteiro.



Mas se a parte de publicação de jogos da TheGameWall Studios é para muitos desconhecida, a parte de desenvolvimento pode já não o ser.



Não é isso tipo de PaZ em que está a pensar


A empresa está a trabalhar num novo “fenómeno” que é conhecido como Project ApocalypZ (PaZ). Fenómeno porquê? Porque conseguiu bater o recorde de aprovação no Steam Greenlight – onde a comunidade diz se quer ou não ver aquele jogo publicado no serviço da Valve -, tendo recebido a tão desejada luz verde em menos de 48 horas.



Depois porque a TGWS pegou no PaZ e mostrou a primeira demo do jogo no Brasil Game Show, o maior certame de videojogos da América do Sul. A Sony e a Microsoft não ficaram indiferentes ao que viram e ofereceram um contrato de publicação do jogo à TheGameWall Studios.



Eduardo Monteiro revelou que a primeira versão para PC vai ser lançada no início do próximo ano. E quando o jogo for lançado em definitivo nesta plataforma, os utilizadores devem contar entre dois a três meses para que o mesmo seja lançado nas consolas de nova geração: Xbox One e PlayStation 4.



Atualmente o Project ApocalipZ já está entre os 50% e os 60% na fase de desenvolvimento. O jogador assume a pele de um sobrevivente num mundo infestado de zombies. Apesar de a história poder soar a cliché, Eduardo Monteiro garante que ao nível do conteúdo e das mecânicas de jogo existem inovações suficientes para diferenciar o título de todos os outros.





Apesar de a TheGameWall Studios só ter cinco colaboradores fixos nos escritórios em Inglaterra, a empresa está a trabalhar com vários colaboradores de todo o mundo. Entre a equipa de desenvolvimento existem mesmo membros que trabalharam na produção de Grand Theft Auto V, considerado como um dos melhores jogos de 2013 – e possivelmente de 2014 também, após o lançamento da remasterização.



A TGWS está ainda a trabalhar com um estúdio brasileiro de motion capture para tornar o jogo mais realista.



O desenvolvimento do PaZ só foi possível com a ajuda do WePinch, a plataforma social de empreendedorismo. Aí conseguiu juntar 230 mil euros em dois meses. Parte do dinheiro foi alocado para o desenvolvimento do Project ApocalipZ, enquanto o restante foi investido no conceito da TGWS como publicadora de jogos e impulsionadora de estúdios.



“Depois do WePinch fomos contactados por vários investidores que gostaram da nossa filosofia de negócio”, explica Eduardo Monteiro.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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