Cerca de um em cada cinco dos 253 organismos da Administração Pública Central detetou problemas de segurança informática nos respetivos sistemas, de acordo com um inquérito recém-publicado pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, realizado em 2016.

A consequência mais frequente entre os 19% dos organismos que reportaram falhas de segurança foi a destruição ou corrupção de dados, mas também se mencionam casos de indisponibilidade dos serviços assim como de divulgação de informação confidencial.

Entre as várias conclusões do relatório está também que, em 2016, 19% dos organismos da administração pública central adquiriram serviços de computação em nuvem, refletindo um aumento de cerca de quatro pontos percentuais face ao ano anterior.

Relativamente às aplicações destes serviços, as mais frequentes são o correio eletrónico (57%) e o armazenamento de ficheiros (45%).

A possibilidade de redução de custos em TIC foi o benefício mais referido (21%) de entre o conjunto de benefícios gerados pela aquisição de serviços de cloud computing. Entre aqueles que não adquiriram este tipo serviços o maior impedimento apontado foi a incerteza sobre a legislação aplicável e sua jurisdição (44%), o risco de violação de segurança (43%) e a incerteza sobre a localização dos dados (40%).

O mais recente Inquérito à Utilização das Tecnologias da Informação revela ainda que 16% dos organismos da administração pública central realizaram análises de Big Data em 2015, a maior parte (51%) dos recorrendo a dados gerados a partir das redes sociais.

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