O fabrico de computadores e outros equipamentos electrónicos com materiais que não sejam nocivos ao ambiente é uma preocupação crescente dos consumidores. Um estudo efectuado pela Ipsos Mori para o Greenpeace concluiu que os consumidores estão dispostos a pagar mais por cada computador desde que estes sejam "amigos do ambiente". O suplemento ecológico variava entre os 46 euros e os 180 euros.

Os inquiridos nove países envolvidos no estudo - México, Brasil, China, Tailândia, Índia, Grã-Bretanha, Filipinas, Polónia e Alemanha - adiantaram que as empresas deverão assumir as responsabilidade de comercializar PCs nocivos ao ambiente.

O Greenpeace é uma das muiats organizações ambientais que têm vindo a alertar a sociedade civil para o crescente número de desperdícios electrónicos que expõem milhares de pessoas e espécies do ecossistema a verdadeiros cocktails químicos prejudiciais à saúde.

Todos os anos são despejados no lixo e queimados cerca de 30 milhões de computadores e milhares de telemóveis antigos em todo o mundo, sendo "muitos outros exportados - muitas vezes ilegalmente - da Europa, Estados Unidos, Japão, entre outros países industrializados, para a Ásia, expondo milhares de pessoas a misturas tóxicas", avança o Greenpeace no seu site.

Sendo a indústria electrónica um exemplo de rápido crescimento, onde surgem frequentemente novos aparelhos, a organização aconselha a de materiais de longa duração, mais sustentáveis e que não contribuam para o aumento das camadas tóxicas, como acontece com os que são despejados na Ásia. O desejo é partilhado com os consumidores de acordo com o resultado do estudo já que é demonstrada a vontade de pagar mais por uma "indústria mais limpa", refere o Greenpeace.

Paralelamente, a Dell anunciou recentemente que faz parte das suas intenções retirar os químicos mais tóxicos dos seus produtos, seguindo o exemplo da HP que recentemente adoptou a mesma estratégia. Até 2009 a Dell compromete-se a retirar do fabrico dos seus produtos dois grupos de compostos prejudiciais ao ambiente: os BFR's e os PVC's.

As duas empresas foram pressionadas pelo Greenpeace para o fabrico de produtos que eliminassem estes materiais com o objectivo de diminuir a cada vez maior quantidade de tóxicos enviados para o ambiente.

Empresas como a HP, a LG, a Samsung a Sony e a Sony Ericsson também já expressaram o seu compromisso neste campo, embora outras - como a Acer, a Fujitsu-Siemens, Lenovo, Panasonic, Siemens e Toshiba - ainda não tenham demonstrado qualquer intensão nesse sentido, diz o Greenpeace. De acordo com a oganização, a Motorola quebrou recentemento o seu compromisso na "limpeza" de químicos nos produtos fabricandos pela marca.

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