Ainda antes do discurso de Steve Ballmer, ontem na CES, a Microsoft fazia uma demonstração daquela que será a próxima versão do seu sistema operativo para PCs, por enquanto, conhecido como Windows 8.
A grande notícia da conferência é a aposta que a empresa assumiu estar a fazer para a nova versão do software num modelo aberto onde, além de continuar a trabalhar com os tradicionais parceiros ao nível dos processadores, abre espaço para novas parcerias.
Steven Sinofsky, vice-presidente do Windows, mostrou o sucessor do Windows 7 a correr sobre processadores Nvidia, Qualcomm e Texas Instruments, todos suportados em arquitectura ARM, com uma forte penetração no mercado dos telemóveis e tablet PCs.
Esta extensão da sua plataforma software aos chamados System on a Chip (SoC), é explicada pela empresa como um esforço para alargar o leque de dispositivos a que o software Microsoft consegue chegar.
A demonstração do Windows 8 decorreu mesmo nesse sentido: tentando mostrar como o sistema operativo foi adaptado para correr em arquitecturas SoC, que permitem alta performance e um baixo consumo energético em dispositivos cada vez mais convergentes e exigentes a vários níveis.
A Microsoft mostrou o Office, browsing e gráficos em acção tirando partido do poder de aceleração do hardware, suporte para dispositivos USB ou impressão, tudo sobre SoCs.
Sinofsky também frisou que nas plataformas tradicionais de suporte ao Windows, x86 de 32 e 64 bits há também muita evolução a acontecer, nomeadamente ao nível da conquista de uma cada vez maior eficiência energética e a Microsoft continua a trabalhar também aí com os parceiros tradicionais, como a Intel e a AMD.
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