Quando a rede social Ello surgiu, recebeu uma grande atenção mediática por ser uma antítese do Facebook: cuidado no design, grande atenção ao nível da privacidade e nada de publicidade. Muitos questionaram na altura como é que a plataforma sobreviveria sem anúncios e a resposta chega sob a forma de... campanhas.

É tudo uma questão de conceitos, diz o recentemente apontado diretor executivo da empresa, Rene Alegria. Apesar de manter a promessa de que as receitas da empresa não terão origem em anúncios nem na venda de dados dos utilizadores, o executivo é pouco esclarecedor nesta área:

"Atualmente não temos planos para colocar anúncios. Estamos comprometidos com campanhas internas que vão capturar o espírito da nossa comunidade de artistas", disse Rene Alegria, em conversa com o Mashable.

O que o CEO não conseguiu explicar com clareza é em que é que consistirão estas "campanhas", nem como as mesmas vão ser distribuídas na plataforma - com base em que algoritmos ou critérios. E, mais importante, se as mesmas serão pagas ou promovidas pela própria Ello ou por terceiros.

Mas Rene Alegria reiterou que não serão anúncios, pois não serão comprados com base na sua colocação. Resta esperar para ver e já não será preciso muito mais tempo.

A Ello espera lançar aplicações móveis ainda este verão e quando isso acontecer será também a altura em que o serviço vai sair da sua fase beta - atualmente só está acessível através de convite. Quando a "reentrada" da plataforma social acontecer, será também comunicada a nova imagem da empresa e quais os seus reais objetivos.

O CEO quer descartar-se do rótulo de rede social anti-Facebook, dizendo que essa foi uma designação dada pela imprensa e que o objetivo da startup sempre foi trabalhar em torno de uma rede social composta sobretudo por criativos.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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