Sundar Pichai disse que a gigante de Mountain View está longe de “lançar um motor de busca na China", mas que tem vindo a pensar em uma maneira de fazer mais negócios naquele país, segundo o The Wall Street Journal.
A intervenção do CEO da Google aconteceu em uma reunião semanal de funcionários na sede da empresa e teve origem nos relatos de que a empresa estaria a desenvolver um novo mecanismo de busca que iria cumprir com as exigências da censura chinesa.
Na sequência desse plano, mais de mil funcionários da gigante tecnológica assinaram uma carta a exigir mais transparência nas ações dos executivos para que pudessem entender as consequências éticas do seu trabalho.
“Atualmente não temos as informações necessárias para tomar decisões eticamente informadas sobre o nosso trabalho, nossos projetos e nosso emprego”, refere o abaixo assinado, ao qual o jornal The New York Times teve acesso.
Não é a primeira vez que os funcionários da Google se manifestam contra as atividades da empresa. Em abril passado, cerca de 12 trabalhadores da Google apresentaram demissão devido ao envolvimento da empresa num projeto militar, que está a beneficiar com o conhecimento da tecnológica no sector da inteligência artificial.
Entre 2006 e 2010 existiu uma versão censurada do motor de busca da Google na China, tendo gerado grandes críticas dos Estados Unidos pela cumplicidade da tecnológica com as políticas autoritárias chinesas.
Nessa altura, a empresa acabou por abandonar o projeto, no rescaldo de poderosos ciberataques oriundos da China a várias empresas do sector tecnológico, deixando notas de que a Google não seria complacente com as regras do totalitarismo.
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