O Facebook divulgou as guidelines que utiliza, internamente, para avaliar o que é permitido publicar ou o que deve ser removido na rede  social. Pela primeira vez, passa também a dar aos utilizadores o direito de recorrerem de uma decisão de proibição, tomada em relação a publicações individuais, “para que possam pedir uma segunda opinião quando acharem que o Facebook cometeu um erro”, refere-se num post "assinado" por Monika Bickert, VP of Global Product Management, no blog da rede social.

Na prática, o Facebook passa a permitir que os utilizadores recorram das decisões que retiraram um determinado conteúdo partilhado. Tal existia antes, mas apenas para os casos de suspensão de perfis, páginas ou grupos. Desta forma, vai ser possível pedir a revisão de um conteúdo removido por violar regras relativamente a nudez ou atividade sexual, discursos de ódio e violência explícita.

O pedido será analisado num período máximo de 24 horas e se realmente a proibição foi indevida, o utilizador será notificado, e a sua publicações, fotografias ou vídeos voltam a aparecer publicados.

“Uma das questões mais frequentes ao Facebook é como é decidido o que é permitido na rede social. Essas decisões estão entre as mais importantes que o Facebook toma, porque são fundamentais para garantir que o Facebook seja um lugar seguro e um lugar para discutir livremente diferentes pontos de vista”, sublinha Monika Bickert.

Sobre a divulgação das guidelines internas, a equipa de Mark Zuckerberg justifica a decisão com dois motivos, explica-se no post. “Em primeiro lugar, as guidelines ajudarão as pessoas a entender onde é traçada a linha em questões ambíguas. Segundo, porque disponibilizar esses detalhes torna mais fácil para todos, incluindo especialistas em diferentes áreas, darem feedback ao Facebook para que possa melhorar as guidelines – e as decisões que são tomadas – ao longo do tempo”.

Ao mesmo tempo, a equipa de Mark Zuckerberg diz estar a trabalhar "no sentido de estender ainda mais este processo, ao dar apoio a mais tipos de situações e disponibilizar às pessoas oportunidades para facultar mais contexto", para que seja tomada a decisão certa". "O Facebook acredita que dar voz às pessoas no processo é também um componente essencial do desenvolvimento de um sistema justo".

Esta é mais uma decisão das várias que a rede social tem vindo a tomar desde que “rebentou” o caso Cambridge Analytica.

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