Em preparação para a época natalícia, a Amazon lançou uma lista de brinquedos que promete ajudar os consumidores a escolher a prenda ideal de entre mais de 100.000 itens. No entanto, a gigante do e-commerce cobra milhões de dólares a marcas como a Disney ou a VTech para serem listadas.

De acordo com uma investigação da Bloomberg, quanto mais as marcas de brinquedos pagam, mais produtos ganham destaque na loja online da Amazon. Este ano, a empresa tinha em vista a faturação de mais de 20 milhões de dólares em parcerias.

A venda de publicidade torna-se problemática quando a Amazon indica aos seus consumidores que as listas são curadas por especialistas. De acordo com Robert Weissman, presidente do grupo de defesa dos direitos dos consumidores Public Citizen, em entrevista à Bloomberg, o cerne da questão encontra-se no facto de a empresa não divulgar quanto dinheiro recebe das fabricantes de brinquedos.

Para Weissman o público tem o direito de saber se aquilo que está a ver no website da Amazon é ou não um anúncio. A legislação em relação à prática não está totalmente definida, embora a Federal Trade Comission apresente diretrizes gerais. Em julho deste ano, a Public Citizen já tinha realizado uma queixa ao órgão regulador em relação à atuação da empresa.

A Amazon respondeu em comunicado à imprensa que as suas listas de brinquedos são curadas independentemente por uma equipa de especialistas, tendo em conta fatores como a qualidade ou o design. A Amazon indica igualmente que as ideias podem eventualmente surgir de empresas parceiras, as quais nomeiam os melhores produtos que fabricam.

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