O Reino Unido quer dar às suas agências de segurança mais poderes no ciberespaço, algo que os governantes querem garantir através de um novo pacote legislativo. Conhecido como Investigatory Powers Bill (IPB), este plano torna possível saber que sites as pessoas visitaram, intercetar dados de comunicações e aceder a dispositivos como smartphones ou tablets.

Perante este cenário, a Apple submeteu um parecer à proposta britânica, como noticia a Reuters. E nesse documento a tecnológica norte-americana mostra-se totalmente contra a IPB.

“Acreditamos que é errado enfraquecer a segurança de centenas de milhões de clientes que seguem a lei para que também seja fraca a pensar nas poucas pessoas que são consideradas uma ameaça”, defendeu a tecnológica de Cupertino.

A Apple disse depois que o caminho passa sim pelo aumento da complexidade das chaves de encriptação, para que os sistemas sejam mais difíceis de quebrar. “Neste meio ambiente de rápidas e evoluídas ciberameaças, as empresas devem ser livres de implementarem cifras mais fortes para proteger os consumidores”.

A gigante liderada por Tim Cook manifestou-se ainda contra a criação de backdoors, mecanismos que deixam ‘portas de entrada’ nos sistemas operativos e que facilitam o acesso por parte das autoridades - e não só.

“Uma chave debaixo do tapete não estaria lá apenas para os bons da fita. Os mauzões também a encontrariam”, reiterou a marca da maçã.

Numa última preocupação a Apple teme que a proposta seja aprovada e que as grandes tecnológicas norte-americanas sejam obrigadas a violar as regras do país. O que por sua vez pode estimular outras nações a avançarem com legislações semelhantes.

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