À medida que cada vez mais pessoas procuram manter-se informadas acerca da pandemia de Coronavírus (COVID-19) que assola o mundo, as gigantes tecnológicas estão a tomar medidas para travar a disseminação de informação potencialmente falsa. A Apple, a Google e a Amazon “apertaram o cerco” às aplicações sobre o COVID-19 que não pertençam a entidades oficiais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), nas suas lojas digitais.

A Apple tornou a medida oficial numa publicação no seu website para programadores. A empresa afirma que, para garantir que as fontes de informação são fidedignas, apenas aceitará aplicações de entidades com credenciais nas áreas da saúde, assim como de instituições médicas e de educação.

“As comunidades à volta do mundo estão dependentes de aplicações que sejam fontes credíveis de informação, as quais ajudam os utilizadores a perceber os mais recentes avanços na área da saúde e a descobrir onde podem encontrar ajuda caso necessitem”, esclarece a empresa da maçã. O anúncio oficial surge após a Apple ter começado a rejeitar aplicações acerca do COVID-19 que não preenchiam os requisitos no início de março, avançou a CNBC.

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Embora ainda não tenham feito alguma declaração oficial, tanto a Amazon como a Google estão a remover aplicações não-oficiais das suas lojas digitais. A gigante de Mountain View, por exemplo, retirou uma aplicação  lançada pelo Governo do Irão para supostamente ajudar a detetar casos do coronavírus no país. A AC19 estava a ser acusada de enviar spam do próprio Governo, levando muitos a acreditar que se tratava de uma ação para monitorizar as pessoas através dos seus dados pessoais e geolocalização.

Recorde-se que, ainda em fevereiro, a Amazon começou a tomar medidas mais apertadas para travar a desinformação acerca do COID-19 e impedir que se fature à conta da "desgraça alheia”. A empresa liderada por Jeff Bezos decidiu remover da sua plataforma de vendas digitais todos os produtos que fazem referência ao Coronavírus, sobretudo os que afirmam a cura ou a capacidade de matar o vírus SARS-CoV-2, o qual provoca a doença.

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