A Apple enviou alertas a utilizadores em 150 países sobre um novo ataque de spyware, que tem como destinatários utilizadores do iPhone. A informação disponibilizada pela marca, e reportada pela Reuters, não fornece detalhes sobre o número de utilizadores que receberam o alerta e que foram afetados pelo problema.
Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt
Este é, no entanto, um aviso que não surge pela primeira vez. Já este ano a empresa emitiu outro alerta idêntico e aconteceu o mesmo em 2024, depois de verificar que utilizadores do iPhone tinham sido visados por este tipo de software.
O spyware, ou software espião, é usado para dar acesso remoto aos equipamentos, o que significa que conversas, mensagens e outras informações relevantes que passem pelo smartphone podem ficar acessíveis a quem controla o malware. Isto também vale para comunicações encriptadas, como as mensagens do WhatsApp.
Por norma este tipo de ataques têm alvos muito específicos, como políticos, utilizadores empresariais ou jornalistas, que possam ter informação relevante para partilhar, de acordo com os interesses de quem ordenou o ataque.
Na mesma semana em que a Apple deu nota desta nova ronda de alertas, também a Google lançou um alerta idêntico, ao mesmo tempo que lançava várias atualizações, incluindo updates para "fechar a porta" que deu acesso ao Android. O alerta da Google teve como mote a identificação de equipamentos Android afetados pelo skyware Predador da empresa Intellexa, que está na lista de empresas sancionadas pelos Estados Unidos, mas nem por isso tem deixado de conseguir fazer negócios um pouco por todo o mundo, vendendo o seu software espião.
“A Intellexa adaptou-se, contornou as restrições e continua a vender armas digitais aos maiores licitantes”, escrevia a Google na nota de segurança que emitiu. Na mesma nota, a empresa adiantava que encontrou o spyware da Intellexa em “várias centenas de contas em diferentes países”, incluindo Paquistão, Cazaquistão, Angola, Egipto, Uzbequistão, Arábia Saudita e Tajiquistão.
Para ficar a salvo deste tipo de ataques, a primeira regra é manter o equipamento atualizado, sempre com a versão mais recente do software. Há também alguns sinais que podem ser indicadores de que algo não está bem, como sobreaquecimento ou começarem a surgir no ecrã novas aplicações.
Há ferramentas gratuitas online que permitem fazer uma verificação e perceber se o equipamento tem instalado software deste tipo, desde que a própria ferramenta já reconheça esse malware.
A maior dificuldade em controlar o spyware, como outros tipos de malware, está no facto de explorar falhas de software de dia zero. Ou seja, falhas que os próprios fabricantes não conhecem, até que essa brecha seja usada por terceiros para contornar a segurança dos equipamentos.
Assine a newsletter do TEK Notícias e receba todos os dias as principais notícias de tecnologia na sua caixa de correio.
Em destaque
-
Multimédia
Frigoríficos com anúncios, chupa-chupas eletrónicos e campainhas invasivas nos piores gadgets da CES 2026 -
App do dia
Pixelfed: Uma alternativa Open Source ao Instagram que devolve o controlo ao utilizador -
Site do dia
Do Falcon 9 ao Ariane 6: Flight Atlas mostra como evolui a indústria espacial com gráficos interativos -
How to TEK
Quais são as novidades do Google Maps para ajudar a chegar ao seu destino? Veja estas dicas de personalização
Comentários