Longe vão os tempos em que a televisão era o principal fator de distração das crianças. A internet está devidamente enraizada e domina as preferências dos mais jovens, sejam as atividades lúdicas e interativas nos sites da especialidade, seja o entretenimento passivo de assistir a vídeos no YouTube.

Na hora das refeições as funcionalidades multimédia dos smartphones são a distração perfeita para as crianças cujos pais não têm paciência para “mais um aviãozinho”, mas um estudo feito pela Acta Paediatrica demostra que as crianças, até dois anos de idade nada aprendem com os vídeos do YouTube.

O estudo focou-se em 55 crianças indianas nascidas entre dezembro de 2014 e maio de 2015 que assistiram vídeos em idades compreendidas entres os 6-24 meses. O objetivo era gravar a interação das crianças com o ecrã tátil dos dispositivos e registar a habilidade em compreender as respetivas funcionalidades. As crianças foram visitadas sempre pelos mesmos observadores durante pelo menos 10 minutos, sendo também anotado a capacidade de identificar pessoas nos vídeos e aqueles que mais atraiam a maioria.

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Os investigadores anotaram diferentes comportamentos entre as diferenças de idade, sendo que as crianças de seis meses eram mais atraídas pela música, enquanto aos 12 mostravam interesse em assistir aos vídeos. No primeiro ano de idade reconheciam os seus pais nos vídeos, mas a si próprios apenas aos 24 meses. As crianças de 18 meses sentiram vontade em tocar nos ecrãs, interagindo com os botões, mas sem entenderem a sua utilização. Os vídeos com músicas e dança eram os mais populares, mas também se destacaram as publicidades a produtos que os bebés utilizam.

Os investigadores concluíram que as crianças até dois anos de idade, embora possam ser eficazmente entretidas com os vídeos do YouTube, a atividade em si não lhes ensina nada. A autora do trabalho, Savita Yadav, do Instituto de Tecnologia Netaji Subhas, em Nova Deli, afirma que os dispositivos são o maior fator de atração das crianças, sendo necessário mais estudos focados nas interações entre as crianças e smartphones. Felizmente existem algumas soluções para manter os dispositivos seguros nas mãos das crianças, ainda que o controlo parental seja essencial.

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