Na procura de uma oferta de navegação mais descentralizada, o browser de internet Brave foi atualizado com a versão 1.19, introduzindo o acesso a conteúdos diretamente de endereços que começam por ipfs://, invés do habitual http:// dos navegadores convencionais. O browser, lançado em 2018, conta com 24 milhões de utilizadores ativos e pretende apoiar a descentralização da internet, colocando os utilizadores em primeiro plano, ou seja, utilizando o protocolo peer-to-peer.

IPFS significa InterPlanetary File System e o browser Brave suporta nativamente os endereços de páginas que comecem com este prefixo. Qual a diferença? O IPFS elimina a necessidade de os websites estarem ligados a um servidor original central. Os especialistas defendem que esta pode ser a melhor forma de reformular a internet.

Neste caso, enquanto que o HTTP foi desenhado para os browsers acederem à informação a partir de servidores centrais, o sistema do IPFS acede à rede através de nódulos distribuídos. Na comparação direta, é como se os utilizadores fizessem o download de um ficheiro através de uma ferramenta BitTorrent, invés de aceder a um servidor.

O sistema promete velocidades mais rápidas, visto que os dados são distribuídos e alocados mais perto das pessoas que os querem aceder, para além de diminuir os custos em servidores das empresas ou criadores de conteúdos. Segundo o The Verge, a principal importância deste sistema descentralizado é que o IPFS tem o potencial de tornar o conteúdo da internet mais resiliente a falhas, para além de escapar às restrições da censura.

Os utilizadores da mais recente versão do Brave podem optar por instalar um “node” e tornar-se num nódulo da rede de utilizadores peer-to-peer. Os utilizadores passam a fazer parte da rede e a servir os conteúdos aos milhões de utilizadores do browser. Brian Bondy, CTO da Brave, dá como exemplo a utilidade do browser e do protocolo IPFS em países como a Tailândia que tem partes do Wikipedia inacessíveis, assim como os mais de 100 mil websites bloqueados na Turquia, e mais recentemente, o acesso crítico de informações sobre a COVID-19 na China, que podem ser ultrapassados com este browser.

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