A Comissão Europeia recebeu um pedido de uma eurodeputada francesa para que investigue as práticas de IP Tracking, alegadamente levadas a cabo por boa parte dos operadores europeus de transporte com o objetivo de pressionar a compra de bilhetes nos seus serviços online.



Esta prática consiste no registo, por parte do operador de transportes, da informação do endereço IP de quem visita o seu site para realizar uma pesquisa aos preços dos seus bilhetes.



Com essa informação guardada, o operador consegue identificar um utilizador quando este volta ao site para saber se os preços para determinada viagem se mantêm. Como forma de pressionar a compra, quando deteta uma nova consulta a um mesmo item, o sistema aumenta o preço da viagem em questão. Quem utiliza a técnica fá-lo de forma progressiva: quantas mais vezes um utilizador consultar um determinado preço, mais este irá subir.



O tema tem sido abordado por alguns meios e recentemente deu o mote a uma reportagem alargada do Le Monde. A eurodeputada Francoise Castex formaliza agora um pedido à CE para que analise o caso e apure se este tipo de prática viola direitos de privacidade e outras normas da União Europeia.
A reportagem do Le Monde falou com várias empresas sobre o tema, com a maioria dos operadores franceses de transporte a negar a utilização destas técnicas.



Na dúvida, quem pretende comprar online bilhetes de viagens pode prevenir-se optando por realizar todas as pesquisas de que necessite num dispositivo, fazendo a reserva num equipamento distinto. Uma pesquisa rápida num motor de busca também permite encontrar programas que fazem a renovação automática do endereço IP atribuído a cada dispositivo ligado à Internet.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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