A China anunciou que vai passar a utilizar domínios de topo próprios que substituem os .cn, .com e .net por caracteres chineses. A possibilidade é para já uma alternativa em aberto com hipóteses de utilização limitadas, mas reabre a discussão sobre as intenções do Governo chinês em criar um sistema de verificação de nomes de domínio próprio, independente do ICANN.



Recorde-se que este organismo americano e a sua independência política têm sido questionadas por vários países que reclamam uma maior abertura na gestão da Internet. A Administração Bush e o próprio ICANN mantêm uma posição firme e consideram que a grande maioria dos servidores que permitem reconhecer os endereços de Internet criados em todo o mundo são geridos de forma eficaz nos Estados Unidos.



A China tem sobressaído pouco na discussão que ao longo do ano passado foi liderada pela Nações Unidas na Cimeira Mundial da Sociedade da Informação, mas não é novo o receio do país querer investir no seu próprio sistema de verificação. Dessa forma seria mais fácil fazer o filtro de conteúdos que o Governo hoje se esforça por levar a cabo e administrar as necessidades do país em termos de "ciberespaço".



Os novos nomes de domínio foram anunciados ontem pelo ministro chinês da informação. Por esclarecer estão várias questões que só terão resposta quando forem conhecidos mais detalhes sobre as intenções do Governo com esta iniciativa.



A confirmar-se a intenção de investir num sistema independente do ICANN falta saber como será assegurado o acesso aos endereços com domínios de topo em caracteres chineses fora do país, por exemplo.



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