A Google tinha anunciado no final de setembro que ia alterar o sistema de comentários do YouTube, por forma a criar integração com a plataforma social Google+. A medida não foi bem recebida junto de alguns utilizadores, mas houve uma pessoa que se destacou do restante coro de protestos.

O cofundador do YouTube, Jawed Karim, quebrou um silêncio de atividade que durava há oito anos para perguntar "por que "raio" preciso de uma conta no Google+ para comentar um vídeo". As palavras duras do criador da plataforma têm réplica para vários milhares de internautas.

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No vídeo onde a tecnológica norte-americana explica as alterações que implementou no serviço de comentários do YouTube, são já quase 55 mil as publicações que avaliam a nova forma de comunicação, sendo que a maior parte é de crítica negativa.

Jawed Karim parece descontente com o rumo que o serviço de vídeos está a levar, pelo menos na parte de interação entre os utilizadores. Agora sempre que alguém comenta no YouTube, essa ação aparece no fluxo de publicações do Google+. Mesmo que o utilizador não queira usar a plataforma para fins sociais.

A Google defende que a mudança torna o serviço mais transparente, mais responsável e permite definir diferentes tipos de importância para os comentários.

Este é apenas mais um e o último dos episódios em que a Google é fortemente criticada por querer "impingir" a plataforma social aos utilizadores. A gigante dos motores de busca tem integrado quase todos os serviços ao Google+, sendo que em alguns casos - como no YouTube - é obrigatório ter uma conta no serviço.

O vice-presidente de software da Google, Vic Gundotra, revelou recentemente que o Google+ tem 540 milhões de utilizadores ativos por mês - em todos os serviços da empresa - e que por semana são carregadas 1,5 mil milhões de fotos na plataforma.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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