A Check Point Research alerta para o ressurgimento de testes contrafeitos e certificados falsos de vacinação. A nova vaga de infeções impulsionada pela variante Omicron da COVID-19 tem sido aproveitada por vendedores de certificados falsos que, nas últimas semanas aumentaram a sua atividade.

De acordo com os investigadores há pelo menos um grupo fraudulento que voltou à atividade depois de um período de “pausa” em outubro do ano passado. Entre os potenciais clientes encontram-se pessoas que testaram positivo à doença, como pessoas que se recusam a fazer teste ou a tomar a vacina. Podem constar também utilizadores inocentes que acabam por ser levados para websites falsos, enquanto procuram orientação e conselhos legítimos.

Os especialistas partilham um exemplo real de um grupo de Telegram chamado “Certificado de vacina covid-19 Portugal”. Nele, os quase 800 subscritores são incentivados a fazer a compra de um certificado de vacinação descrito como “100% autêntico”.

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A análise permitiu verificar também um aumento significativo dos preços pedidos por um certificado de vacinação ou testagem falso. Segundo os investigadores, pouco depois da apresentação dos certificados de vacinação em 2021, testes PCR e antigénio falsificados podiam ser comprados por 75 a 100 dólares. “No mais recente ressurgimento do mercado negro, os mesmos documentos estão à venda por 200 a 600 dólares, o que representa o crescimento de até 600%”, indica a Check Point Research em comunicado.

Como indica Liad Mizrachi, Security Expert da Check Point Software, é muito fácil para os cibercriminosos explorarem o atual contexto da pandemia "sem um sistema centralizado de certificação de testes e vacinas". "É certamente o que estamos a ver aqui, com alguns grupos fraudulentos que têm estado adormecidos durante meses a ressurgir para colherem o que podem da mudança do cenário pandémico", afirma.

À medida que múltiplos países "apertam" as restrições, pedindo aos cidadãos que apresentem testes negativos ou certificados de vacinação para acederem a determinados espaços, também "as viagens internacionais ficaram mais complicadas". Esta situação, "em combinação com os problemas em fornecer os kits para testes adequados à procura e a hesitação face a vacina, criou a tempestade perfeita" para os cibercriminosos, explica Liad Mizrachi.

"[Os cibercriminosos] estão uma vez mais a operar com confiança, como podemos ver pelo aumento dramático dos preços na dark net. Os governos tem de se reunir rapidamente para combater o mais recente crescimento do mercado negro, caso não o façam, o risco do número de documentos falsificados aumentar nas próximas semanas e meses é muito alto,” enfatiza.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação.

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