Barack Obama teme que seja desencadeada uma nova corrida ao armamento. Desta vez, ao contrário do que aconteceu durante a Guerra Fria, os Estados não iriam procurar armas nucleares mas sim armas cibernéticas.

O estadista norte-americano afirmou que a área cibernética é uma nova arena de confronto entre países e que é preciso implementar regras que impeçam um aumento exponencial dos ataques informáticos entre Estados.

As infraestruturas informáticas são cada vez mais o centro nevrálgico dos países dos dias de hoje. Afetar, de qualquer forma, estas redes poderá ter repercussões imediatas e devastadoras para o Estado em causa.

No decorrer da cimeira dos G20, que reuniu as 20 economias mais poderosas do mundo na China, Obama afirmou que a segurança cibernética foi um dos temas que esteve em cima da mesa. O governante não avançou quaisquer detalhes das conversas sobre esta temática, mas fez questão de referir que a Rússia, à semelhança da China, já realizou ataques contra as infraestruturas cibernéticas dos EUA.

Com uma postura austera e confiante, Obama garantiu que Washington tem capacidades cibernéticas ofensivas e defensivas que superam as de qualquer outro Estados.

Contudo, o “líder do mundo ocidental” sugeriu que os governos têm de ser responsáveis e não combater entre si, mas sim combater ameaças não-estatais, tais como grupos terroristas, que além de armamento convencional, procuram munições cibernéticas para debilitar os seus alvos.

O discurso de Obama evidencia a importância cada vez maior que a dimensão informática tem nas agendas dos governos mundiais e mostra que, hoje, as ameaças de “bombas cibernéticas” fazem tremer os Estados mais poderosos, da mesma forma que o faziam as bombas de hidrogénio há umas décadas.

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