Tendência, necessidade e oportunidade de negócio. Estes foram três dos motivos que levaram à criação do Doctorhome, uma plataforma eletrónica de saúde desenvolvida em Portugal. O objetivo principal do sistema é facilitar a comunicação entre pacientes e profissionais de saúde, e a partir daqui podem surgir outros resultados positivos.

Um deles, como admitiu o responsável pelo desenvolvimento da plataforma, é a possibilidade de reduzir o número de pessoas que vão até aos centros de saúde. Pois como diz Miguel Pancada, muitas consultas são de curta duração e muitos pacientes acabam por ir apenas medicados com “Ben-u-ron”, pois a situação não justificava uma ida ao posto médico.

Com a ajuda do Doctorhome, onde estão registados quase 600 médicos de diferentes especialidades, é possível fazer uma espécie de triagem com os profissionais de saúde mesmo sem ter de sair de casa.

Mas Miguel Pancada também esclarece que em nenhum momento o Doctorhome quer ser um substituto das consultas médicas. “Queremos é facilitar a comunicação entre utentes e profissionais”, defende o porta-voz da empresa que considera que o Doctorhome pode ser sobretudo vantajoso para aquele tipo de pessoas que está constantemente a adiar a visita ao médico.

Uma outra vantagem da plataforma está ligada com a questão das pesquisas na Internet, que pode ser preocupante. Muitas pessoas podem acabar por autodiagnosticar casos clínicos que não são verdadeiros ou podem ser direcionados para sites de venda ilegal de medicamentos – outro fenómeno muito comum na “grande rede”. “A Internet serve para pesquisar, mas os resultados não são muito fiáveis”, considerou Miguel Pancada.

Ao evitar estar exposto a esta realidade, existem mais hipóteses de correto diagnóstico em caso de problema de saúde.

A certificação é muito importante para a credibilidade do Doctorhome e por isso os responsáveis da empresa têm vários sistemas de “autenticação”. Cada médico que quiser fazer parte da plataforma deve fazer o registo, precisando depois de enviar o comprovativo de inscrição na Ordem dos Médicos, terá de fazer verificação de autenticidade via email e também via número de telemóvel.

Em último caso – algo que nunca foi preciso de acordo com Miguel Pancada – será feita uma visita ao consultório do médico caso existam suspeitas de burla. Até ao momento ainda não se registou nenhum caso destes ou semelhante.

Mas como funciona?

A utilização do Doctorhome não deverá levantar grandes dificuldades aos interessados: basta um registo na plataforma, procurar por um médico de especialidade que possa responder da melhor forma ao problema específico da pessoa e fazer o contacto ou agendar o mesmo.

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A conversação pode ser feita via mensagem eletrónica ou por videochamada, mas os utilizadores também podem agendar visitas médicas ao domicílio através da plataforma.

O Doctorhome dá total liberdade aos médicos para definirem os seus preços. Por isso é possível encontrar profissionais que não cobram nada pelas perguntas e videochamadas, como existem outros que pedem dinheiro por cada consulta online. Um contacto via mensagem eletrónica pode custar nestes casos entre três a 15 euros, como exemplificou Miguel Pancada.

Até agora as consultas de clínica geral, as de urologia, estomatologia e ginecologia estão entre as mais procuradas pelos quase 4.000 mil utilizadores da plataforma.

Doctorhome para todos

Das mais de 120 mil visitas recebidas entre o início do verão e o final de setembro, quase 6% dos visitantes têm origem em países fora de Portugal. Miguel Pancada admite que isto mostra que existe uma oportunidade de expansão internacional do Doctorhome – sobretudo para os países de língua portuguesa -, mas também revela que o que pretendem agora é cimentar a posição no mercado doméstico.

No futuro o objetivo é tornar o Doctorhome mais do que uma plataforma de consultas de médicos, fazendo com que seja também o local onde os internautas possam centralizar todos os seus dados clínicos. Histórico de consultas e exames realizados são algumas das possibilidades que vão ser exploradas.

Certo é que parece haver de facto um crescimento entre o cruzamento de novas tecnologias e a área da saúde. A Google é um desses exemplos: quer aumentar a esperança média de vida, criar lentes de contacto inteligentes e também está a testar consultas médicas via videoconferência.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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