Depois da catadupa de notícias falsas que inundou as redes sociais durante as últimas eleições presidenciais norte-americanas, a Alemanha admite estar receosa de ser alvo de um fenómeno semelhante. Nas palavras de Dieter Sarreither, presidente da comissão eleitoral para o sufrágio federal que deverá ocorrer no terceiro trimestre deste ano, as chamadas fake news podem vir a desempenhar um papel importante no resultado final das eleições através da disseminação de informações falaciosas entre as várias franjas do eleitorado. Do lado do governo, o alemão diz estar tudo assegurado. "As eleições estão a salvo de qualquer manipulação", garantiu em declarações ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.

O Facebook também parece estar determinado a impedir que o fenómeno volte a suceder-se. Segundo noticia o Financial Times esta segunda-feira, a rede social está prestes a introduzir um filtro contra notícias falsas na Alemanha numa altura em que os primeiros exemplos já começaram a circular naquela plataforma. A maioria delas, diz a imprensa internacional, atenta a Angela Merkel.

A confirmar-se esta implementação, passará a ser possível para os utilizadores alemães do Facebook assinalar histórias falsas. O registo de uma quantidade anormal de denúncias vai remeter o conteúdo para a plataforma noticiosa alemã Correctiv, que se encarregará de aferir a sua veracidade. Uma vez comprovada a falsidade da notícia, esta será marcada com um selo e passará a contar com uma explicação elaborada pela Correctiv acerca de como é que a plataforma chegou à conclusão de que a notícia era efetivamente falsa.

A atenção dada pelo Facebook às sequentes partilhas será depois reduzida e os conteúdos deixarão de ter visibilidade nos feeds dos utilizadores.

Ao Financial Times, um porta-voz do Facebook confirmou que os planos da empresa passam pela disseminação deste sistema por tantos países quanto possível.

Depois do fenómeno ter ganho visibilidade pela comunidade internacional, ao minar as redes sociais durante as presidenciais norte-americanas, o governo alemão chegou a ponderar multar o Facebook enquanto responsável pela amplitude dada a este tipo de conteúdos. 

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