Elon Musk visitou, esta segunda-feira, um dos mais de 20 kibbutz visados pelo ataque terrorista do Hamas a 7 de outubro último, na companhia de Benjamin Netanyahu.

A visita acontece num momento em que o “dono” da rede social X (Twitter) está envolto em polémica, acusado por grupos de defesa dos direitos civis de ampliar o ódio contra os judeus na plataforma.

Elon Musk foi criticado depois de um post na sua rede social, levando várias empresas e até a Comissão Europeia a suspenderem campanhas no antigo Twitter. A Ubisoft foi um dos casos mais recentes, mas na lista está também a Apple, a IBM, a Disney, a Paramount e a Warner Bros.

Entre decisões comerciais, posturas pessoais do empreendedor e discursos de ódio no geral, a plataforma já terá perdido mais de 100 marcas e outros tipos de anunciantes, que suspenderam as suas campanhas de publicidade.

A informação é avançada pelo The New York Times que avalia o prejuízo das “desistências” em até 75 milhões de dólares só este ano (perto de 68,5 milhões de euros).

Recorde-se que em outubro último passou um ano desde que Elon Musk comprou o Twitter e a rede social entrou numa roda viva de polémicas e novidades que mudaram as características do serviço e até o nome.

Elon Musk comprou o Twitter há um ano. Transformou-o em X mas ainda não mudou tudo o que queria
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Os resultados financeiros do Twitter sempre foram a grande pedra no sapato da rede social e um dos grandes motes de Elon Musk para comprar a rede social: alterar uma estratégia que, na sua opinião, não tinha condições para tornar a plataforma rentável. Nisso, o empreendedor estava certo. Em toda a sua história o Twitter só apresentou lucros uma vez, até ser comprado pelo empresário.

O que o tempo acabou por mostrar é que não é fácil inverter o balanço da rede social, mesmo cortando para um terço o número de colaboradores em todo o mundodescartando serviços pouco usados e passando a cobrar pelas subscrições. Pelo menos, não tão depressa como podia parecer.

Em março houve previsões de que a companhia pudesse ter um cash-flow positivo já no segundo trimestre, uma expectativa que não se confirmou. A entretanto eleita CEO da rede social, Linda Yaccarino, também disse em agosto que a X estava muito perto de atingir o break even, mas algumas semanas mais tarde reviu essa meta para o início de 2024. Que não sabemos se será novamente revista, face à "debandada de anunciantes" que está a acontecer.

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