Com o arranque do ano letivo à porta, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revelou um estudo sobre indicadores da informatização do ensino nos países que fazem parte da entidade.

Um dos números em destaque é o facto de existirem em Portugal quase quatro alunos - 3,7 - para cada computador que há nas escolas. O valor coloca Portugal a meio da tabela da OCDE, mas não é o único: cerca de 69% dos alunos portugueses dizem usar um computador na escola, o que contrasta com o exemplo holandês onde o valor chega aos 94%.

Outros dados revelam que os estudantes portugueses passam 99 minutos na Internet em dias da semana, valor que aumenta para os 149 minutos ao fim de semana. A investigação da OCDE, que diz respeito a dados do ano 2012, considera ainda que 6,1 dos jovens portugueses são utilizadores “extremos” de Internet.

A organização deixa um alerta para o facto de não haver uma relação direta entre o número de computadores que existe numa escola, o tempo que se passa neles e o desempenho escolar.

“No geral, os estudantes que usam o computador moderadamente na escola tendem a ter melhores resultados no ensino do que estudantes que raramente usam o computador. Mas estudantes que usam computadores com muita frequência na escola têm resultados muito piores, mesmo tendo em consideração o contexto social e demográfico”, considera a OCDE.

Olhando para o exemplo da Austrália onde há um computador para cada aluno: 93,7% usam os PCs na escola, mas surgem longe do primeiro lugar da tabela no que diz respeito à performance em matemática, por exemplo. Neste indicador ficam mesmo atrás de países como o Vietnam onde há um computador para cada nove alunos.

“As escolas precisam de encontrar formas mais eficazes de integrar a tecnologia no ensino e na aprendizagem para darem aos educadores um ambiente de aprendizagem que suporte as pedagogias do século XXI”, pode ler-se na nota de imprensa da OCDE.

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