A Google e a Mozilla anunciaram que se juntaram na luta contra o mecanismo de vigilância online posto em ação pelo governo do Cazaquistão, avança a Motherboard. As duas empresas vão bloquear o certificado de encriptação imposto aos cidadãos do país por autoridades governamentais em julho deste ano. Sob o pretexto de proteger os utilizadores contra ciberameaças, esta medida permitiu interceptar o tráfego online no país e vigiar o que os cidadãos do país fazem online.

A organização por trás do Firefox foi uma das primeiras a abrir o debate em relação à atuação do governo do Cazaquistão, no mesmo mês em que a medida foi posta em prática, considerando já a hipótese de bloquear o certificado de encriptação. A resposta da Google chegou, neste mês, pela voz de Parisa Tabriz. Num comunicado à imprensa, a diretora de engenharia senior do Chome indicou que “a empresa nunca vai tolerar alguma tentativa de pôr em risco a informação dos utilizadores” através do browser.

Semanas depois de as operadoras de serviços de Internet do país terem feito pressão para que os cidadãos fizessem o download de um certificado de encriptação, oficiais do governo anunciaram que tal não passou de um teste, avança a Reuters.

Apesar dos investigadores afirmarem que a vigilância posta em prática foi limitada não só aos websites mais populares no país, mas também a um número relativamente reduzido de utilizadores, existe uma possibilidade muito real de o Governo implementar medidas ainda mais rígidas, tal como indica o WIRED.

Com a sombra da vigilância do Governo do Cazaquistão ainda a pairar pelo universo online, a Google e a Mozilla recomendam não só a remoção do certificado de encriptação dos dispositivos, mas também medidas de precaução aos utilizadores da Internet neste país. Entre elas, encorajam-nos a ganhar familiaridade com ferramentas que tornem anónima a sua conexão online, à semelhança das VPN.

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