O Google prepara-se para lançar, no próximo ano, um serviço de venda de livros em formato digital, para dispositivos como telemóveis, computadores portáteis e, possivelmente, leitores de ebooks.

É a primeira tentativa da empresa para rentabilizar o seu Google Books, que se propôs digitalizar milhões de edições impressas de livros e disponibilizá-las online. Apesar das queixas de autores e editores com relação ao programa de digitalização, a empresa já garantiu que o Google Editions vai incluir apenas obras licenciadas.

Quando se der a estreia do Google Editions a empresa espera contar com uma oferta mais alargada de livros, digitalizados ao abrigo do novo acordo assinado com autores e editores há cerca de um ano.

O documento, que ainda aguarda aprovação do departamento de justiça norte-americano, está a ser revisto para se adequar às preocupações manifestadas por concorrentes e autoridades sobre futuras concertações de preços, e tem gerado polémica também na Europa.

Os livros da Google deverão ficar acessíveis em qualquer dispositivo com acesso a um browser de Internet, o que inclui também smartphones e computadores. Os conteúdos são descarregados para os aparelhos e ficam disponíveis mesmo offline.
Características que ajudam a fazer da empresa um poderoso concorrente para os actuais serviços no mercado.

Com o novo serviço, os livros poderão ser comprados directamente à empresa ou a outros serviços de venda, online ou em lojas, que usem a plataforma Google Editions. À Google cabe, principalmente, a tarefa de alojar os livros e torná-los "pesquisáveis".

"Esperamos que a maioria dos clientes se dirijam aos nossos parceiros para comprar os livros, não ao Google", afirmou o responsável pelas parcerias do Google Book Search, Tom Turvey, em declarações durante a Feira de Livros de Franquefurt, citado pelo The New York Times. A companhia pretende funcionar como um distribuidor grossista.

No que respeita a negócios, o mesmo responsável adiantou que os preços dos conteúdos deverão ser fixados pelos editores, que irão receber dois terços das receitas de vendas feitas directamente pela Google. Quando estiver envolvido um parceiro retalhista, os editores têm direito a 45 por cento e o vendedor "grande maioria" do restante.

O serviço deverá arrancar na primeira metade de 2010, com 400 mil a 600 mil livros disponíveis. A empresa diz que digitalizou mais de 10 millhões de obras durante os últimos 5 anos, mas da maioria só está autorizado a mostrar trechos, devido às restrições de direitos de autor.

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