Na véspera de Natal um grupo português de hackers atacou vários sites de instituições públicas e privadas. Motivo do ataque: vingar as crianças que não tiveram presentes, justificou o SideKingdom12, nome do grupo hacktivista que reivindicou a autoria da Operação Natal Feliz.



O site do PSD, do PS e do CDS fazem parte da lista de sites atacados, onde figura também um banco, o Santander Totta, e o site do Ministério da Educação, visados no ataque que contou com a colaboração de outros grupos de hackers, como o Anonymous Portugal e Reino Unido ou o GEI Portugal.



Nos vários sites atacados a informação original das páginas foi substituída por mensagens justificando o ataque, fotografias do Primeiro-ministro, ou críticas à atuação do governo. "Este Natal não perdoaremos. Crianças, aguardem-nos. Políticos portugueses, temam-nos", referia a mensagem publicada no site do ministério da educação.



Contactado pelo jornal Público, o grupo hacktivista explicou que o ataque é o cumprir de uma promessa: "como tínhamos prometido, foi um ataque em nome de todas as crianças que vão ter um Natal mais pobre, devido a toda a austeridade vivida nos últimos tempos". O grupo que reivindicou o ataque defendeu ao jornal que a iniciativa não pode ser vista como uma forma de terrorismo, vandalismo ou pirataria.



"Neste Natal, não nos esqueceremos das crianças deste pais, que não podaram ter as suas prendas, devido aos cortes nos salários, e as liquidações de pensões que este sistema impôs", referia a ameaça de ataque divulgada há cerca de um mês atrás e agora concretizada.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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