A indústria cinematográfica e de música nos Estados Unidos está a pressionar os fornecedores de ligações à Internet no sentido de serem implementados sistemas de monitorização a clientes de forma a prevenir downloads ilegais e outras infracções a direitos de autor.



O lobby alega que os sistemas já estão a ser adoptados noutros países como medidas preventivas e que a sua transposição para o mercado norte-americano faz sentido, principalmente se for através de "parcerias" voluntárias com os operadores, embora reconheçam que em alguns casos é necessária a intervenção do governo.



"É necessária a ajuda dos ISPs", referiu Shira Perlmutter, uma dos vice-presidentes da International Federation of the Phonographic Industry, em conferência. A mesma responsável alega que "apesar dos esforços" a indústria não pode trabalhar sozinha, pelo que precisa da ajuda técnica dos operadores, "como começa a acontecer na Europa e Ásia".



Contudo, em carta à Cnet, responsáveis da AT&T, uma das principais operadoras norte-americanas, refere que a empresa não se opõe à utilização de redes P2P, já que estas "são tecnologias legais". Frisa ainda que "a AT&T não se assumirá como um agente castrador na Internet, nem irá inibir a possibilidade dos seus clientes aceder a qualquer conteúdo legal que pretendam".



Mesmo assim, os membros da IFPI mantêm a opinião de que os operadores vão colaborar na implementação de sistemas de protecção, até porque as relações entre os dois sectores têm vindo a melhorar consideravelmente desde que a Verizon recusou desvendar a identidade dos seus utilizadores à RIAA.



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