À medida que as tecnologias surgem e evoluem, a Internet vai tornar-se menos visível, mas completamente "embebida" na vida das pessoas, para o bem e para o mal, referem os investigadores do Pew Research Center no Estudo Digital Life in 2025.

Da opinião dos 2.500 peritos em tecnologia inquiridos, como Hal Varian, diretor de economia da Gogle, Vint Cerf, considerado um dos pais da Internet, Jonathan Grudin, investigador da Microsoft e Dave Clark do MIT, saíram 15 teses sobre o futuro da Internet. Uma delas é que a grande rede vai transformar-se em algo tão "fluente" como a eletricidade.

Pensa-se também que a Internet possa promover mais relações à escala planetária, aumentando as oportunidades de educação, e resultando em "menos ignorância".

De qualquer forma, os peritos inquiridos não ignoram o facto de as relações em rede poderem vir a traduzir-se num aumento da desigualdade, provocando ressentimento e eventual violência.

"A natureza humana não está a mudar: há apatia, intimidação, assédio, estupidez, pornografia, truques sujos e crimes, e aqueles que os praticam têm uma nova capacidade para tornar miserável a vida dos demais", realçam.

Considera-se ainda que os utilizadores vão continuar a privilegiar as vantagens do imediatismo sobre a privacidade.

Essa mesma privacidade será um bem cada vez mais raro, que acabará reservado a uma elite em 2025, à medida que governos e organizações tiram vantagem do poder de interligação da Internet às redes móveis e outras, para obterem informação sobre os seus utilizadores.

O estudo da Pew Research insere-se num conjunto de análises que visam assinalar o 25º aniversário da criação da World Wide Web pelas mãos de Tim Barners-Lee, comemorado esta quarta-feira, 12 de março.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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