Um juiz norte-americano pôs de parte um processo judicial interposto pela família de uma menor de 13 anos, vítima de abusos sexuais por parte de um rapaz de 19 anos que conheceu através da rede social MySpace.
A família da menor acusa o site de não ter qualquer tipo de medidas de segurança que protejam os utilizadores mais novos, requerendo por isso uma indemnização de 30 milhões de dólares.
Em resposta, o juiz Sam Sparks afirma que na condição de "serviço interactivo" o MySpace está protegido pelas Communications Decency Act e, como tal, não tem como dever o rasteio dos dados de cada utilizador já que essa não é a sua principal missão.
Outro dos motivos que contribuiu para o afastamento do caso prende-se com o facto da menor ter publicado dados de identificação falsos. No perfil da jovem era possível ler que ela tinha 18 anos, cinco anos a mais do que a sua idade verdadeira.
Mesmo assim, a família da rapariga alega que vai continuar a lutar no processo alegando que "o MySpace está a tentar evitar as responsabilidades de tornar a Internet um lugar seguro para as crianças".
Resta salientar que para se fazerem membros do Myspace, os utilizadores têm de ter mais de 14 anos e, dada a constante associação da rede social a casos de pedofilia, uma das últimas medidas tomadas pela empresa de Rupert Murdoch foi a começar a estipular regras para membros com mais de 18 anos poderem entrar em contacto com utilizadores mais novos.
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