Nicolás Maduro disse na sua transmissão regular aos domingos, na televisão nacional, que a nova criptomoeda será apoiada pelas reservas de petróleo, minerais e diamantes da Venezuela.

“Quero anunciar que a Venezuela vai implementar um novo sistema de criptomoeda a partir das reservas de petróleo. A Venezuela vai criar uma criptomoeda, o Petro, para avançar em termos de soberania monetária, para fazer as suas transações financeiras e vencer o bloqueio financeiro”, afirmou.

O chefe de Estado atribuiu o desenvolvimento da crise venezuelana às sanções financeiras impostas pelo governo dos Estados Unidos, que decretaram o congelamento de todos os bens de Nicolás Maduro sob sua jurisdição e proibiram todos os cidadãos ou entidades norte-americanas de negociar com o Presidente venezuelano.

A Venezuela tem vindo a atravessar uma crise económica, política e social, com a inflação a crescer de forma acentuada, tendo em dezembro de 2016 atingido o valor histórico de 800%, de acordo com dados da Trading Economics.

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Maduro anunciou também a criação do Observatório de Blockchain, o qual ficará subordinado ao Ministério de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, e será “a base institucional, política e jurídica para a moeda virtual venezuelana”. Manuel Quevedo, novo presidente da petroleira estatal PDVSA e ministro do Petróleo, vai coordenar a equipa encarregada da criação da criptomoeda.

Para a oposição, o anúncio do Presidente venezuelano é ridículo, com Angel Alvarado, economista e representante da oposição a afirmar à Reuters que “é o Maduro a ser um palhaço. Isto não tem credibilidade” e Jose Guerra a adiantar que  “não vejo futuro nisto”

A medida precisará de aprovação no congresso, não existindo ainda informações de como e quando a moeda começaria a circular.

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