A organização The Center for Humane Technology foi fundada por ex-executivos de Silicon Valley que ajudaram a Google e o Facebook a tornarem-se nos gigantes tecnológicos que são hoje. Agora uniram forças para desafiar o efeito "erosivo" das empresas na sociedade e para criar um despertar cultural.

O grupo afirma que a "nossa sociedade está a ser tomada pela tecnologia" e que os gigantes tecnológicos estão a lucrar com esse problema, noticia o The New York Times.

"Não podemos esperar que as empresas como o  YouTube, o Facebook, Snapchat ou Twitter mudem, porque é contra o seu modelo de negócio", afirmam os ativistas, acrescentando que a "nossa atenção é extremamente lucrativa", uma vez que tudo faz parte de um sistema criado para ser “viciante”.

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Integrando membros como Tristan Harris, que trabalhou na Google como uma uma espécie de especialista em ética do design, e Justin Rosenstein, o criador do botão “Like” do Facebook, a plataforma iniciou hoje a campanha The Truth About Tech, financiada em sete milhões de dólares pelo grupo sem fins lucrativos Common Sense Media.

A iniciativa Truth About Tech pretende chamar a atenção de estudantes, pais e professores de cerca de 55 mil escolas públicas norte americanas para o impacto que a indústria de tecnologia tem na saúde infantil, nomeadamente sintomas de depressão.

Um estudo de 2016 do Common Sense Media revela que os adolescentes passam uma média de nove horas por dia online e que, apesar das tecnologias lhes poderem proporcionar valiosas experiências, metade está viciada nos seus dispositivos móveis, com 60% dos pais a terem essa noção.

Através da campanha Truth About Tech,  a organização The Center for Humane Technology também quer pressionar os gigantes tecnológicos a tornarem os seus produtos menos intrusivos e menos aditivos.

 “É hora de responsabilizar as empresas de tecnologia pelos seus esforços em atingir e manipular os jovens. Quando os pais aprenderem como essas empresas podem tirar proveito dos seus filhos, eles vão juntar-se a nós para exigir que a indústria altere os seus caminhos e melhore certas práticas”, refere a campanha.

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