A estratégia na aposta dos videojogos da Netflix começou em 2021, inicialmente com a oferta de títulos através da aplicação para iOS e Android, com propostas para smartphones, obrigadas a serem descarregadas nas respetivas lojas digitais. No início de 2022, a gigante do streaming adquiriu o estúdio finlandês Next Games, especialista em jogos para smartphones e responsável pela adaptação de Stranger Things, prometendo um reforço de investimento neste segmento de entretenimento.

Apesar do investimento, não existem muitos subscritores a acederem aos jogos e segundo dados da Apptopia, citado pela CNBC, houve 23,3 milhões de downloads a nível global, numa média diária de 1,7 milhões de utilizadores. O número representa menos que 1% do total de subscritores da Netflix, que contabiliza atualmente 221 milhões de pessoas, apesar de ter perdido perto de um milhão de utilizadores no segundo trimestre do ano, significando a primeira grande quebra em mais de uma década.

A Netflix pretende acelerar a sua oferta de videojogos e tem planos para duplicar o catálogo até ao final do ano. O objetivo é aumentar os níveis de retenção dos utilizadores na sua plataforma, com a empresa a justificar que os seus principais rivais são o TikTok e Fortnite da Epic Games pelo tempo das pessoas frente ao ecrã.

A ideia é que os jogadores se mantenham entretidos durante as pausas que fazem entre séries. Mas a empresa sabe que tem um longo percurso a fazer para que os videojogos mantenham as pessoas no serviço. E por isso, a sua abordagem é mais experimental, procurando testar diversas abordagens, referiu Greg Peters, COO da Netflix durante a apresentação de resultados do seu quarto trimestre.

A estratégia da empresa a longo prazo será ter a possibilidade de criar propriedades ligadas diretamente aos universos, personagens e histórias presentes nas suas séries televisivas. Um dos jogos disponíveis é exatamente a adaptação de Stranger Things, estando previsto o lançamento de Queen’s Gambit Chess, baseado em outra série de sucesso da empresa. Este será uma das ofertas previstas para o final do ano, que se irá juntar a um catálogo estimado em 50 títulos disponíveis, ou seja, o dobro do que disponibiliza atualmente.

A empresa assume o ritmo lento, porque está a aprender e a experimentar as suas ofertas, com o impacto que têm nos seus subscritores, uma vez que as pessoas ainda não associam a Netflix a videojogos, salientou num painel em junho durante o Festival de Tribeca. Por outro lado, não estão descartadas as possibilidades de licenciamento das suas séries mais populares e tudo indica que em breve haverá novidades neste campo.

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