As receitas de dados e vídeo representaram em 2004 um terço das receitas médias por lar do Grupo PT, confirmou hoje a empresa em conferência de apresentação de resultados. O vídeo representa 21 por cento e os dados 10 por cento, de um total de 42 euros mensais de gastos nas famílias.



O objectivo de alcançar um milhão de clientes em banda larga até final do ano foi também reiterado pela empresa. Em 2004 a operadora geriu 695 mil clientes de banda larga, num crescimento de 77,7 por cento, impulsionado sobretudo pelo crescimento do ADSL. A tecnologia suportada pela rede de cobre da PT atraiu 304 mil novos clientes em 2004, enquanto no cabo foram angariados 85 mil novos clientes, para um total de 315 mil clientes.



A voz mantém ainda um peso significativo neste mix, mas tende a decrescer, pelo que a aposta do grupo para o actual ano fiscal vai para as ofertas integradas que façam aumentar o peso dos dados nos resultados da rede fixa, valorizando o preço final cobrado ao cliente, nomeadamente a assinatura mensal.



Sem desvendar pormenores da estratégia para 2005, Zeinal Bava, CFO do grupo, sublinhou que a PT tem vindo a fazer "vários investimentos em infra-estruturas de banda larga" que demonstram a aposta do grupo nesta área a nível nacional, acrescentando que estão também a ser estudadas alternativas para fazer chegar a banda larga a zonas remotas.



No segmento empresarial, Iriarte Esteves, membro da Comissão Executiva, destacou o facto da PT estar hoje em condições de oferecer todas as velocidade até 155 Mbits, resultado dos investimentos efectuados em tecnologias IP.



As últimas medidas regulatórias foram também comentadas pelos responsáveis, com Zeinal Bava a dizer que estão hoje reunidas todas as condições "para que o negócio do ADSL floresça". Sem adiantar números sobre o impacto destas últimas deliberações - ORALL e a PRI - o mesmo responsável disse que as medidas têm imposto à PT um maior rigor na gestão do seu activo PT Comunicações, quer reduzindo custos, quer lançando novas ofertas mais competitivas na Internet e na voz (com os pacotes de preços).



Os objectivos de redução de custos passam em parte por uma nova leva de rescisões que poderá ascender a mil funcionários este ano e que deverá custar ao grupo entre 250 e 270 milhões de euros.



Assinatura mensal essencial para a sobrevivência do fixo



A manutenção do negócio fixo e a sua capacidade para gerar novas ofertas passa pela manutenção da assinatura mensal, conclui-se das considerações feitas pelos responsáveis da PT sobre esta matéria. Zeinal Bava admitiu que o grupo está empenhado em encontrar soluções para dar mais valor à assinatura mensal, trabalhando até em conjunto com o regulador, mas diz que esta receita é o suporte do serviço.



O responsável afasta a hipótese da PT vir a abdicar da assinatura mensal e diz que "queremos de facto dar mais valor à assinatura, mas temos uma lista enorme de serviços e funções a desempenhar que têm de ser tidas em conta", referindo-se à obrigação de prestar serviço universal e a um conjunto de outras medidas que o incumbente está obrigado a assegurar.



Zeinal Bava desvalorizou ofertas concorrentes que sem cobrar assinatura, também não podem oferecer Internet, considerando que este tipo de ofertas "têm certamente um mercado mas não é uma aposta de longo prazo". Recorde-se que esta semana o Optimus Home - que oferece serviço fixo de telefonia sem assinatura mensal - voltou a estar no mercado depois de interditado pela Anacom.

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