As tecnologias estão a tornar-se uma parte integrante da vida dos mais novos e da sua educação, de tal forma que 65% dos pais já recorrem aos “castigo digitais”: privam os filhos de acederem à Internet ou decretam que o smartphone não será usado até ao final do dia.
E esta presença contínua da tecnologia na vida dos adolescentes merece especial atenção por parte dos pais. Um estudo do Pew Research Center sobre este tema revela estatísticas importantes sobre a forma como os adultos lidam com a vida online dos mais novos.
Dos pais de jovens entre os 13 e os 17 anos, 61% dizem já ter visto o histórico de sites que os seus filhos visitaram; outros 60% garantem já ter acedido ao perfil nas redes sociais; 56% admitem ainda que seguem ou são amigos dos filhos em plataformas como o Facebook e o Twitter; num valor mais baixo, mas ainda significativo, 48% dos pais confessam já ter acedido ao registo de chamadas e SMS dos telefones dos filhos.
Esta vigilânca - ou proteção - digital estende-se também a campos mais privados, como o das palavras-passe. O estudo concluiu que 48% dos adultos sabem a password do email, 43% a do telefone e 35% a das redes sociais dos seus filhos.
“Os pais dos jovens adolescentes tendem a ter um papel mais ativo no controlo do comportamento dos seus filhos, mas os progenitores tendem a confiar mais na interação pessoal e na monitorização, do que em soluções tecnológicas”, pode ler-se no relatório.
A propósito deste ponto, um dos destaques do estudo é o facto de os pais preferirem falar com os filhos sobre os comportamentos online: em média mais de 90% dos pais já falaram sobre situações como comportamentos apropriados na Internet, conteúdos apropriados e sobre como consumir corretamente diferentes formatos.
O valor cai de forma significativa quando os adultos foram questionados sobre se faziam isto de forma frequente: a média passa a rondar apenas os 35%.
Quanto às ferramentas próprias de controlo parental, são poucos os adultos que recorrem a estes serviços tecnológicos: 39% usam-nos na atividade online dos filhos, 16% usam-no para controlar o uso do smartphone e outros 16% usam-no para saber em que localização estão os adolescentes.
Confira ainda na seguinte galeria os gráficos das principais conclusões do estudo do Pew Research Center.
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