A Google disponibilizou recentemente um conjunto de dados relativos à utilização do "direito a ser esquecido", definido como norma, pela UE, desde 2014. Desta vez, contudo, a gigante tecnológica filtrou parte desta informação, e segmentou-a de acordo com as referências que os utilizadores indicaram querer ver removidas do motor de busca.
Recorde-se que ao abrigo desta lei, os utilizadores podem requerer aos motores de busca que deixem de listar determinados conteúdos nos seus resultados de pesquisa. O direito pode ser evocado em várias situações, sendo que os documentos oficiais prevêem situações em que a informação em causa é "inadequada, irrelevante, excessiva ou errada".
De acordo com o último relatório de transparência publicado, a empresa recebeu cerca de 655 mil pedidos desde 2014, para a remoção de quase 2,5 milhões de links, desde 2014. A Google adianta que acedeu a 43,4% destes pedidos.
Sabe-se agora que um terço destes links estavam associados a diretórios de redes sociais, e que continham informações pessoais dos utilizadores. Um quinto dos links estava relacionado com artigos noticiosos e websites de agências governamentais.
Os franceses, os alemães e os britânicos foram os utilizadores que mais pedidos remeteram, tendo sido responsáveis por mais de metade das queixas recebidas pela Google. Outro número curioso diz respeito ao número de indivíduos que procedeu a pedidos do género, uma vez que a empresa adianta que 15% dos pedidos foram preenchidos por apenas 1.000 pessoas diferentes. A maior parte dos queixosos são empresas de advogados e serviços de relações públicas.
Na esfera pública, a Google sublinha a frequência dos pedidos remetidos por políticos e representantes oficiais dos vários governos europeus. De acordo com a tecnológica, deste grupo, 34 mil links foram enviados para análise e consequente remoção.
Figuras públicas não pertencentes ao domínio político, submeteram 41 mil links.
5% de todos os pedidos foram enviados por crianças.
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