A procura por novas formas de entretenimento online aumentou com a implementação de medidas de isolamento social devido à pandemia COVID-19 e as lojas digitais registaram aumentos significativos do que toca ao download de videojogos. Contudo, os cibercriminosos aproveitaram-se da crescente tendência para atacar os gamers. Os mais recentes dados da Kaspersky revelam que, em abril, o número diário de tentativas de ataques registou um aumento de 54% face a janeiro.

A investigação da empresa de cibersegurança, que analisou a atividade cibercriminosa nos primeiros cinco meses do ano, dá a conhecer que Portugal é o oitavo país com mais utilizadores afetados. O top 20 é liderado pelo Vietname, com 7,9% dos ataques, seguindo-se a Algéria, com 6,67%, e a Coreia do Sul, com 6,23%.

Análise Kasperksy | Ataques relacionados com videojogos
créditos: KSN

As tentativas de ataque usavam os videojogos como “isco” e tinham como objetivo direcionar os utilizadores para websites maliciosos. Entre as principais “ofertas” usadas para atrair os jogadores estavam versões gratuitas de jogos, atualizações e extensões ou ainda truques e dicas.

Ao clicar nos endereços web, os utilizadores arriscam-se a instalar programas maliciosos nos seus equipamentos, como malware concebido para roubar credenciais de acesso ou ransomware usado para obrigá-los a pagar avultados resgates em criptomoedas em troca da desencriptação dos ficheiros.

Os dados da análise demonstram que o Minecraft é o jogo mais utilizado pelos cibercriminosos e foram registados mais de 130.000 ataques que usavam o nome do popular título desenvolvido pela Mojang. Os jogos das séries CS:GO e Witcher, em particular o terceiro capítulo da saga da CD Projekt RED, ocupam a segunda e terceira posição no top.

Análise Kasperksy | Ataques relacionados com videojogos
créditos: KSN

As estatísticas do Sistema Anti-Phishing da Kaspersky apontam também para um aumento de 40% do número de reencaminhamentos para páginas de phishing que foram bloqueados e continham a palavra Steam.

Os especialistas da empresa afirmam que, na sua maioria, os ataques não costumam ser complexos. Porém, acabam por multiplicar-se devido à credulidade e falta de cuidados de alguns jogadores. Além disso, a utilização de equipamentos de teletrabalho para jogar está a preocupar os investigadores, pois a prática pode levar a que as redes corporativas sejam comprometidas.

Para evitar ser apanhado na “rede” dos cibercriminosos, é recomendável usar palavras-passe seguras para proteger as contas de jogos online, assim como autenticação de dois fatores sempre que for possível. Os especialistas aconselham também os jogadores a desconfiar de quaisquer ofertas que pareçam boas demais para ser verdade, principalmente, no que toca a cópias menos legítimas de videojogos.

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