O primeiro passo da bewarket foi dado no Facebook, com o desenvolvimento de uma aplicação de e-commerce na rede social, mas desde o início do ano, quando o TeK escreveu sobre o projeto, já há muitos quilómetros percorridos e ideias desenvolvidas.

Os três elementos da equipa da bewarket mudaram-se para Silicon Valley e estão a adaptar o modelo de negócio desenvolvido à mentalidade dos Estados Unidos.

"Basicamente temos de criar imenso "ruido" por estes lados para que possamos começar a crescer organicamente aqui, e só depois de provarmos que o conceito funciona aqui como em Portugal, é que podemos partir em buscar de investimento por estes lados", explica ao TeK Marco Barbosa, um dos fundadores do projeto.

No vale do silício desde outubro, a equipa tem três meses de estadia garantida no pavilhão "Portugal Inovador" da "Plug and Play Tech Center", a maior incubadora de Silicon Valley, para provar o que vale. O objetivo é até final do ano conseguir conquistar o investimento de um capital de risco norte-americano.

O potencial de integração de aplicações de comércio eletrónico é enorme, mesmo com a concorrência que já existe, até do próprio Facebook. As estimativas apontam para 645 mil milhões de dólares o valor que pode ser gerado em compras na rede social em 2015 e a bewarket faz questão de se tornar uma das aplicações mais completas em funcionalidades e relacionamento com os "amigos" no Facebook.

A aceitação da aplicação desenvolvida pela bewarket tem sido muito positiva, com crescimentos a rondar os 30% ao mês e mais de 200 mil visitantes acumulados, de 115 países, que se traduzem em 112 mil utilizadores registados e mais de mil transações realizadas.

"Aqui é muito complicado conseguir tração/crescimento orgânico quando a nossa base não é cá. A mentalidade aqui é muito mais simples e direta do que a nossa. Se um americano instala uma app e não percebe logo para que serve, não a usa mais", lembra Marco Barbosa.

A bewarket está a desenvolver uma aplicação para iOS, que já está na fase final de testes, e que Marco Barbosa garante que é "simplicidade pura". "As pessoas demoram menos de 30 segundos para começar a vender e deixar que a sua rede trate de vender as coisas pelo vendedor, sem perderem tempo a tentar arranjar compradores para as suas coisas", adianta.

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A ligação às pessoas faz-se também através de iniciativas de solidariedade social. "Uma das funcionalidades do mercado que temos é de poder dar uma percentagem das vendas para uma instituição de caridade, e é aí que a parceria com a American Cancer Society entra. Eles estarão na nossa base de dados para que as pessoas possam escolher doar para essa instituição parte das suas vendas", explica ainda o fundador da bewarket.

Com mais de mês e meio "no terreno" a equipa da bewarket tem realizado reuniões com capitais de risco, professores da Universidade de Stanford e Business Advisors de Silicon Valley.

Em Portugal, o projeto bewarket está ser apoiado no âmbito do projeto TEC-Empreende, uma parceria INESC Porto/ANJE, financiada através do Sistema de Apoio a Parques de Ciência e Tecnologia e Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica no âmbito dos Programas Operacionais Regionais do Continente, do QREN.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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