O condenado tem 26 anos e chama-se Andrew Auernheimer. É do Arkansas e é conhecido por Weev. Em novembro já tinha sido condenado no tribunal federal de Nova Jérsia por fraude e conspiração para o acesso sem autorização a um computador. Na altura ficou por decidir a medida de coação, com a pena de prisão possível a ascender a 10 anos.



A condenação, de que foi alvo juntamente com um colega, penalizou os jovens pela criação do programa informático que permitiu a recolha e compilação de informação de utilizadores do tablet da Apple.



O programa tirava partido de uma falha de segurança num servidor da AT&T e foi posto em ação há três anos atrás. Permitiu recolher dados de 114 mil contas de email, informação que o hacker acabou por fornecer a um jornalista.



A nova decisão judicial condena o jovem a uma pena de 41 meses de prisão e ao pagamento de uma multa de 73 mil dólares. Cumprida a pena, Weev terá de permanecer sob vigilância durante mais três anos.



O caso tem sido alvo de uma intensa discussão nos Estados Unidos com alguns especialistas a considerarem que as acusações que recaem sobre Weev podem ser imputadas a qualquer especialista de segurança.



As críticas dirigem-se sobretudo à forma como os promotores conduzem as investigações em torno deste tipo de casos. É também consensual que as autoridades norte-americanas têm vindo a adotar uma postura mais rígida e a pedir medidas mais pesadas para penalizar os crimes informáticos.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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