Durante a mais recente edição do WWDC a Apple revelou um conjunto de funcionalidades focadas na privacidade dos utilizadores, incluindo a Private Relay, que faz parte do novo serviço de subscrição na “nuvem” chamado iCloud+. Porém, a recém-anunciada funcionalidade da empresa da maçã não vai chegar à China.

De acordo com a Reuters, a Apple deu a conhecer que a China está excluída da lista de países onde a Private Relay estará disponível devido às restrições que existem no que toca a regulamentação. Países como Bielorrússia, Colômbia, Egipto, Cazaquistão, África do Sul, Arábia Saudita, Turquemenistão, Uganda e Filipinas fazem também parte do conjunto de países que não terão acesso à funcionalidade.

A Private Relay permite ao utilizador “esconder” as suas atividades online das empresas fornecedoras de acesso à Internet, impedindo que outros utilizadores ou serviços saibam ao que está a aceder e, embora a Apple não o mencione diretamente, funciona como uma espécie de VPN.

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Através dela o tráfego do utilizador é encriptado e enviado para um servidor operado pela Apple, onde o endereço IP original é removido. De seguida, o tráfego é enviado para outro servidor, desta vez operado por uma empresa terceira, que lhe atribui um endereço IP temporário.

A gigante de Cupertino ainda não revelou que empresas terceiras providenciarão os seus serviços para o sistema da Private Relay, mas a Reuters avança que a empresa planeia dá-las a conhecer no futuro. Ao que tudo indica, a funcionalidade só estará disponível para os assinantes do iCloud+ no final deste ano.

Recorde-se que esta não é a primeira vez que a Apple faz concessões em relação às suas funcionalidades de privacidade na China, um país que corresponde a cerca de 15% das suas receitas. Em maio, uma nova investigação deu a conhecer que a Apple terá concordado em flexibilizar regras e alterar políticas de privacidade na gestão dos dados dos clientes na China, para ir ao encontro das solicitações do Governo local.

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Em 2018 a Apple passou a armazenar as chaves criptográficas das contas iCloud chinesas na China. Através da medida, aplicada aos residentes que o escolheram a China como país principal quando criaram a sua conta, as chaves passaram a ser armazenadas num centro de dados administrado pela empresa governamental Guizhou - Cloud Big Data Industry Co Ltd. (GCBD) em parceria com a Apple.

Na prática, a decisão significa que as autoridades chinesas dependem apenas do seu sistema legal para pedir acesso aos dados do iCloud: uma situação apontada por ativistas dos direitos humanos como preocupante, uma vez que as autoridades podem usar este mesmo poder para perseguir dissidentes. Ainda em 2017 a Apple fora obrigada a remover várias aplicações de VPNs da versão chinesa da App Store.

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