Foi hoje apresentado o piloto do projecto Escolas Navegadoras, uma iniciativa que pretende equipar escolas do ensino básico e secundário com novas ferramentas de aprendizagem que permitam aos alunos familiarizar-se com as tecnologias, substituindo os tradicionais cadernos por Tablet PCs e os quadros de giz por smart boards (quadros interactivos).



Nesta fase piloto, hoje apresentada pela UMIC e pelo Ministério da Educação, foram equipadas três escolas que representam três ambientes de ensino diferentes, pelo número de alunos e idades: duas escolas básicas (com 98 e 262 alunos) e uma escola secundária.



A escola EB1 de Avelar (a mais pequena das três) recebeu cinco smart boards, 60 tablet PCs com software educativo, um servidor, upgrade da rede ADSL. A escola EB23 também em Avelar foi equipada com uma rede ADSL, servidor, dois smart boards e 25 laptops.



A única escola secundária do piloto, localizada em Arouca (com 1000 alunos e 46 salas de aulas) beneficiou também de um upgrade à rede ADSL, centro de apoio às tecnologias, instalação de dois smart boards e 30 laptops.



Nas três escolas foi ainda instalada uma rede WI-FI que garante a conectividade dos equipamentos na sala de aulas. Os professores receberam formação e aprazo também os pais vão ser chamados a intervir e receber formação para poderem acompanhar os alunos e ajudar no utilização dos novos cadernos digitais.



O financiamento do projecto foi assegurado por uma verba que sobrou das comemorações do 25 de Abril, disponibilizada pela Presidência do Conselho de Ministros, explicou Diogo Vasconcelos. A este montante juntaram-se um conjunto de parceiros que ajudaram a financiar o projecto e forneceram equipamentos em condições especiais, fixando o montante investido em cerca de 150 mil euros.



Segundo Diogo Vasconcelos a extensão do projecto a mais escolas está prevista e a UMIC tem já finalizado o regulamento de um concurso que será lançado nos próximos dias dirigido a 150 escolas do ensino básico e secundário.



O objectivo é que as escolas apresentem candidaturas para projectos semelhantes definindo um caderno de encargos onde constam as estimativas de gastos com equipamentos e formação. A avaliação dos projectos fica a cargo de um júri liderado por Roberto Carneiro, mentor do projecto Escolas Navegantes. Depois de aberto o concurso - o que deverá acontecer na próxima semana - as escolas vão ter pouco mais de um mês para apresentar as suas candidaturas.



De sublinhar que serão as próprias instituições a negociar directamente com as empresas privadas a compra de equipamentos. Esta extensão do projecto prevê uma linha de financiamento de 15 milhões de euros (orçamento de Estado e POSI), que ainda não está disponível.



À margem da apresentação do piloto, Maria do Carmo Seabra explicou ao TeK que o Ministério vê com bons olhos iniciativas que potenciem o uso das infra-estruturas criadas no âmbito deste projecto, como das salas TIC ou outros que tragam tecnologia para as escolas que possam também ser usadas pela sociedade civil.



Entre os parceiros deste piloto estão a Porto Editora, Microsoft, Intel, Fujitsu Siemens e a Cisco.



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