O problema do acesso das crianças a sites de pornografia na Internet parece não ter solução fácil. De acordo com o estudo "Youth, Pornography and the Internet" lançado esta semana pelo National Research Council as entidades responsáveis – governos, escolas e pais ente outras – terão de conjugar factores técnicos, legais, económicos e educacionais para tentar proteger os menores da exposição a este tipo de conteúdos, noticiou o New York Times.



Na opinião de Alan Davidson, director adjunto do Center for Democracy and Technology – uma organização que se debruça sobre as políticas da alta tecnologia – o que pode parecer óbvio é na realidade uma chamada de atenção para "não ser sexy". Segundo salienta, os responsáveis do estudo não apelam à criação de novas legislações para resolver esta questão, apesar das pressões para que o congresso aprove a utilização de filtros de pornografia em escolas e bibliotecas.



Por seu lado Richard Thornburgh, antigo procurador-geral, que conduziu este projecto, refere que as conclusões da análise irão desiludir os que esperavam a apresentação de uma solução tecnológica imediata. Em relação aos filtros estes poderão ser muito vantajosos na redução da exposição de menores a conteúdos inapropriados se a incapacidade de aceder a grandes quantidades de materiais apropriados for aceite, conclui.



Embora as conclusões desta análise não agradem a todos, Bruce Taylor, presidente e conselheiro chefe do National Law Center for Children and Families, referiu ao jornal norte-americano que será um documento base para os que actuam nesta área. Todavia, este responsável evidencia que ficou desapontado com o facto do estudo não referir métodos específicos – como por exemplo identificadores de idade que sigam os menores enquanto estes estão online – para proteger as crianças.



Bruce Taylor salienta que ideias como a mencionada previamente para controlar os menores no ciberespaço através de protocolos e protecções são fortemente rejeitadas por uma parte da indústria, o que levanta mais um problema.



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