O Reino Unido tem vindo a discutir novas formas de combate à pirataria, um pouco à semelhança do que acontece por toda a Europa. França foi pioneira na introdução de um leque de penalizações duras contra a ofensa a direitos de propriedade intelectual na Internet. A mais simbólica é o corte do acesso para quem reincida no crime, que ao terceiro aviso e após decisão judicial, pode ficar até um ano sem serviço e pagar uma avultada multa.

Na discussão que têm mantido, os britânicos aceitam vários cenários, desde o corte do acesso, à redução da velocidade, à simples penalização através de multas. Ainda não há uma decisão definitiva.

Contudo, um secretário de Estado deu algumas dicas sobre o futuro quando intervinha num fórum patrocinado pelo Governo. Peter Mandelson assegurou que no Reino Unido quem persistir em acções ilegais na Internet também ficará privado do serviço.

O responsável diz que a medida será de "último recurso" e que não é expectável que venham a ocorrer suspensões em massa. Tal como em França, os infractores receberão duas cartas a dar conta dos riscos que correm por estar a cometer uma ilegalidade e apenas se persistirem se concretizará a privação de acesso ao serviço, confirmada por uma terceira carta. Nestes casos terão sempre a opção de apelar da decisão.

O secretário de Estado também defende que a lei não deve contemplar a cópia privada como crime, mas ter abertura para considerar como legal a gravação de um CD em várias plataformas ou o empréstimo entre familiares, por exemplo.

As indústrias criativas empregam no Reino Unido 2 milhões de pessoas e geram uma facturação de 17,6 mil milhões de euros, um valor que segundo o representante governamental se tem deteriorado nos últimos anos muito devido às novas formas de aceder aos conteúdos que deixaram de alimentar os canais tradicionais.

Estudos citados pelo mesmo responsável indicam que só 20 por cento da música consumida no Reino Unido é comprada de forma legal.

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