A partir do próximo dia 19 de outubro, as reuniões virtuais do Zoom, seja para utilizadores da versão grátis ou paga, vão passar a ter encriptação de ponta-a-ponta. A decisão, anunciada durante a Zoomtopia, a mais recente conferência da empresa liderada por Eric Yuan, é o primeiro passo de um plano de segurança de quatro fases.

Numa publicação no blog oficial, Max Krohn, responsável pelo departamento de engenharia de segurança da Zoom, explica que durante os primeiros 30 dias após a introdução da nova funcionalidade, a empresa procura receber feedback por parte dos utilizadores antes de tornar a mudança definitiva.

O responsável indica que o mecanismo de encriptação de ponta-a-ponta da Zoom usa criptografia de chave pública. Na prática, as chaves para cada reunião virtual são geradas pelos equipamentos dos utilizadores, não pelos servidores da empresa. “Os dados encriptados transmitidos através dos servidores são indecifráveis para a Zoom”, elucida Max Krohn.

Zoom | Encriptação de ponta-a-ponta
créditos: Zoom

Os utilizadores precisam primeiro de ativar a encriptação nas definições de segurança da plataforma. Para poderem entrar numa reunião, todos os participantes precisam de ativar a funcionalidade. Todas as videoconferências encriptadas contarão com um pequeno ícone verde em forma de escudo com um cadeado.

Zoom | Encriptação de ponta-a-ponta
créditos: Zoom

Embora seja possível incluir até 200 participantes numa reunião encriptada, nesta primeira fase, os utilizadores não terão acesso a funcionalidades como gravação, streaming, a possibilidade de entrar antes do anfitrião ou ainda de conversar em privado com outras pessoas.

A empresa indica que vai continuar a afinar os mecanismos de segurança e planeia revelar mais novidades a partir de 2021.

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Recorde-se que a Zoom enfrentou uma polémica devido à encriptação das videoconferências na sua plataforma. No início de junho, Eric Yuan afirmou que apenas seriam disponibilizadas reuniões encriptadas para quem usasse a versão premium. Perante uma onda de contestação online, a empresa mudou de ideias e indicou que passaria a encriptar as videoconferências de todos os utilizadores.

Ainda em maio, a Zoom adquiriu a Keybase, uma startup especializada em serviços de comunicação com encriptação ponta-a-ponta. A decisão fez parte do plano de 90 dias que a empresa se comprometeu a cumprir com o objetivo de retificar as falhas de segurança da plataforma.

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