As páginas de Internet dos candidatos presidenciais estão de um modo geral bem desenhadas mas apresentam algumas falhas ao nível da interactividade com os utilizadores, conclui um estudo realizado pela Ideias e Imagens.



O documento sublinha a aposta dos candidatos na disponibilização de conteúdos multimédia, mas lembra a baixa penetração da Internet em banda larga que acaba por não permitir que seja tirado o melhor partido deste tipo de informação.



À experiência global de utilização dos sites, o estudo atribui uma pontuação de três em cinco. No que se refere às áreas analisadas (conteúdo; navegação; interactividade; ferramentas para apoiantes; acessibilidade) a pontuação mais elevada vai para os conteúdos (4,5 em cinco) e a mais baixa para a interactividade com uma pontuação de apenas dois pontos.



Por áreas analisas, o estudo considera os conteúdos apresentados completos mas aponta os casos das candidaturas de Francisco Louça e Garcia Pereira que não apresentam informação sobre os mandatários e apoiantes. Nesta categoria de análise é ainda destacada a opção pelos conteúdos multimédia em formatos proprietários e as explicações sobre a melhor forma de lhes aceder são insuficientes.



Ao nível da navegação ao críticas apontadas têm a ver com a superficialidade da estrutura, ou seja é apenas possível a navegação a um nível - na maior parte dos casos - onde existem muitas secções e estas, por sua vez, são identificadas de forma ambígua. A pesquisa é apenas permitida por dois sites (Francisco Louça e Cavaco Silva) que no entanto apresentam problemas na sua implementação.



No que se refere à interactividade, o estudo dirigido por Bruno Figueiredo destaca que quase todos os sites permitem ao utilizador enviar mensagens de apoio aos candidatos, embora muitas vez o local para o fazer não seja claro, apenas dois sites aceitam a subscrição de newsletter (Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa) e apenas um site permite o envio e recepção de mensagens via SMS (Cavaco Silva).



As ferramentas disponibilizadas aos apoiantes que pretendam contribuir para as candidaturas são escassas e apenas Francisco Louça e Manuel Alegre têm informação sobre contribuições financeiras.



Na acessibilidade o estudo destaca a baixa velocidade de acesso às páginas quer pelo seu peso a carregar, quer pela escolha do alojamento feita pelos candidatos. A este nível é ainda salientado o tamanho diminuto de alguns textos, de que é exemplo alguma da informação no site de Cavaco Silva.



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