Depois de afirmarem que roubaram dados de 400 mil clientes da TAP, divulgando depois a informação de 115 mil pessoas, os hackers do grupo Ragnar Locker, que reivindicaram a autoria do ataque de que a companhia aérea foi alvo em agosto, publicaram no início desta semana 581 GB de dados relativos a clientes. Agora, Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP, defende numa nova mensagem que a empresa não vai negociar com os piratas informáticos. 

“Uma nota importante: nós não queremos negociar e não estamos dispostos a recompensar este comportamento de maneira alguma e esperemos que nos apoiem nesta atitude ética”, afirma a responsável num vídeo publicado no canal de YouTube da TAP.

Em linha com informação anteriormente divulgada, Christine Ourmières-Widener reitera que, embora o ataque não tenha impactado as operações da companhia aérea, os hackers conseguiram aceder a dados dos clientes.

"Estamos a reforçar ativamente as nossas medidas de segurança e de proteção de dados, para continuarmos a sermos merecedores da vossa confiança", indica a responsável, acrescentando que, a pensar nos clientes que estão preocupados com a segurança dos seus dados, a TAP tem uma nova secção dedicada ao incidente no seu website.

Recorde-se que, esta segunda-feira, os hackers do grupo Ragnar Locker divulgaram um vasto conjunto de dados que afirmam pertencer a 1,5 milhões de clientes da TAP e, numa mensagem publicada na Dark Web, alegaram que ainda tinham acesso aos sistemas informáticos da empresa.

Além de moradas, números de telefone e nomes de clientes, acredita-se que a fuga de dados conta também com documentos de identificação de pessoas que são profissionais ou parceiros da TAP, além de documentação relativa a acordos confidenciais com várias empresas e relações com outras companhias de aviação.

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Perante a mais recente exposição de dados, a companhia sublinhou que tem estado em todo o processo a trabalhar com o Centro Nacional de Cibersegurança, a Polícia Judiciária e a Microsoft. A TAP indicou ainda que a informação afetada relativamente a cada cliente "pode variar", mas, até ao momento, não havia indicação de que dados de pagamento fossem exfiltrados pelos hackers. 

Anteriormente, num email enviado aos clientes, a TAP afirmou que, embora tenham sido “tomadas de imediato medidas de contenção e remediação para proteger os dados dos clientes”, os hackers publicaram informação de “um número limitado de clientes”, incluindo “nome, nacionalidade, género, morada, email, contato telefónico, data de registo de cliente e número de passageiro frequente”.

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A divulgação de dados pessoais através de meios públicos pode aumentar o risco do seu uso ilegítimo, nomeadamente para obter outros dados que possam ser usados para comprometer sistemas informáticos com fins fraudulentos (phishing)”, indicou a TAP.

É cliente da TAP e está preocupado com o que pode acontecer aos seus dados? Existem algumasmedidas que pode tomar para mitigar eventuais problemas, que pode consultar neste artigo.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização: 09h55)

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