O diário britânico The Guardian vai passar a centrar esforços na Internet. Os responsáveis anunciaram a decisão perante a redacção, explicando que a medida tem como objectivo cortar custos e também se explica porque "o digital é o futuro".



No âmbito da nova estratégia, a edição em papel vai perder notícias do dia, páginas e recursos, passando a focar-se mais em textos de análise e reportagens de fundo, uma transformação que se concretizará ao longo dos próximos meses.



A edição de fim-de-semana do diário (onde cabe o The Observer) mantém para já o formato, mas a médio prazo também ficará mais vazia de conteúdos, que saltarão para a Internet.




A edição digital do The Guardian já é bastante popular, embora contribua pouco para as finanças da publicação. De acordo com dados do próprio jornal em Maio 50 milhões leram o diário online (utilizadores únicos mensais) e diariamente passaram pelo site 2,8 milhões de internautas.



As receitas para o ano fiscal terminado em Março fixaram-se nos 228 milhões de euros, menos 10 por cento que no ano anterior, o que gerou perdas de 40 milhões de euros.



O plano de aposta na Internet prevê que as receitas arrecadadas por esta via alcancem os 90 milhões de euros daqui a cinco anos. Actualmente ficam-se pelos 35 a 40 milhões de euros.



O desinvestimento no papel, por seu turno, projecta poupanças anuais entre os 11 e os 17 milhões de euros. Não estão para já previstos despedimentos entre os 650 colaboradores que integram a redacç jornal britânico.

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