Se ainda existem dúvidas que o futuro passa por serviços de cloud computing, o relatório Global Cloud Index da Cisco mostra bem a realidade que se vai viver: até 2019 o tráfego gerado por serviços cloud vai aumentar a um ritmo de 33% por ano, o que no final resultará num volume de tráfego anual quatro vezes superior ao que se registou no final de 2014.

Daqui a quatro anos serão gerados 6,6 zettabytes de tráfego contra os 2,1 zettabytes registados no ano passado - isto apenas em serviços cloud. Os valores aumentam para os 10,4 zettabytes em 2019 tendo em conta todo o tráfego gerado em centros de dados, querendo isto dizer que os serviço de cloud vão ser responsáveis por 83% do tráfego.

Para ter uma ideia da grandiosidade do consumo de dados que se avizinha, um zettabytte equivale a mil milhões terabytes ou a um bilião de gigabytes - as unidades de armazenamento mais comuns nos dias atuais.

A Cisco diz que há alguns motivos que ajudam a explicar tal crescimento no consumo de dados: o cada vez maior número de dispositivos móveis vai implicar uma maior capacidade de armazenamento a nível pessoal, as empresas estão a usar cada vez mais serviços de cloud públicas, aumento do número de comunicações Machine-to-Machine (M2M) e também a proliferação da Internet das Coisas.

O relatório da tecnológica norte-americana salienta que 59% de todas as cargas de trabalho cloud serão de Software as a Service (SaaS), outros 30% serão Infrastructure as a Service (IaaS) e cerca de 11% serão Platform as a Service (PaaS).

Destaque ainda para a estimativa que aponta a América do Norte como região responsável pelo maior volume de dados gerados - 3,6ZB por ano -, seguida da região Ásia-Pacífico - com 2,3ZB anuais - e da Europa Ocidental - com 1,5ZB anuais.

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