Sabia que em média um agregado familiar português gasta por ano 600 euros em compras através da Internet? E sabia que esse valor coloca Portugal nos últimos lugares de uma lista de países europeus, onde o Reino Unido domina com um gasto médio de três mil euros?

Estes valores foram apresentados pela SIBS, com base num inquérito feito pela empresa e noutros estudos de mercado relacionados com o comércio online.

Ficou-se também a saber que as compras nas áreas do transporte aéreo e da hotelaria são aquelas nas quais os portugueses mais apostam online, uma tendência que é transversal a quase todos os países europeus.

Na segunda posição de categorias em que os portugueses mais compram na Internet surgem a roupa e o calçado, seguidos de CD's/DVD's/jogos/livros, na quarta posição ficam os acessórios para a casa, enquanto no quinto lugar fica a categoria de comida e bebida.

Já no que diz respeito às categorias nas quais os portugueses mais compram online, mas dentro de comerciantes portugueses, o cenário é diferente. A área que mais dinheiro “leva” aos internautas são os jogos, as aplicações móveis e os serviços de música, seguidos de comida e bebida, sendo que só depois surgem as categorias de roupa e calçado.

Num outro parâmetro a SIBS decidiu analisar os países nos quais os portugueses mais compram online e a principal conclusão é a de que uma boa parte do ecommerce é feito a nível doméstico. Portugal está na primeira posição com 24%, seguido do Reino Unido com 23%, Espanha e Irlanda com 9%, e os EUA surgem na sexta posição. Destaque ainda para o Luxemburgo, que com a sétima posição, é responsável por 5% das compras online feitas pelos portugueses.

Mas uma das grandes tendências no comércio eletrónico é o mobile, o facto de as pessoas estarem ligadas à Internet na maior parte das horas em que estão ativas. Do total de compras online que os portugueses fazem, 8% são realizadas num dispositivo móvel. Este é um cenário onde Portugal nem fica mal na fotografia, marcando presença a meio da tabela europeia. Já nos “vizinhos” espanhóis, o valor é mais positivo e situa-se nos 15%.

A SIBS chegou também à conclusão que tanto os smartphones como outros canais de acesso à Internet são muito importantes no processo de decisão de compra, pelo que mesmo não sendo concretizada online, acaba por ter “influência” da grande rede: através da pesquisa de análises ou de opiniões de amigos nas redes sociais.

Quanto ao método de pagamento, 53% das compras online feitas por portugueses são pagas com cartão, 10% ainda com dinheiro ou cheque, 10% são feitas com vouchers pré-pagos, 8% através de transferência bancária e outros 7% através do pagamento de serviços via Multibanco.

Por fim fica a prova de que a simplicidade é um factor crucial na área dos pagamentos online. Quando questionados sobre o que valorizavam mais num método de pagamento, os portugueses apontaram em primeiro lugar a comodidade, em segundo lugar a segurança e em terceiro lugar a conveniência.

Mas a nível europeu, a questão da segurança só aparece na terceira posição, dando alguma razão aos especialistas que ontem, 22 de outubro, diziam que as pessoas que não compram online por uma questão de segurança estão a fazê-lo de forma infundada.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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