A Warner Music aliou-se ao YouTube para a distribuição de vídeos online, permitindo que os milhões de visitantes diários do site assistam gratuitamente a uma vasta lista de videoclips e entrevistas aos artistas com contrato com a editora discográfica, assim como outros conteúdos.


A Reuters avança que vídeos de artistas como Madonna, Red Hot Chili Peppers e Sean Paul estarão disponíveis legalmente pela primeira vez no YouTube, dando aos utilizadores a possibilidade de incluir músicas do catálogo oferecido pela Warner nos seus vídeos.


Na maioria dos casos os vídeoclips disponíveis no YouTube são colocados por utilizadores, embora não tenham qualquer tipo de autorização da indústria discográfica para o fazer.


Edgar Bronfman Jr., presidente do YouTube, espera que este acordo seja o primeiro passo para parcerias semelhantes com outras editoras, referindo que "a tecnologia está a mudar o entretenimento e a Warner já adoptou a inovação".


O mesmo responsável refere que serviços como o YouTube "concedem o poder ao consumidor, criando um diálogo bilateral que transformará a indústria do espectáculo e os meios para sempre".


Os termos do acordo não foram revelados sabendo-se, no entanto, que as receitas serão partilhadas entre as duas empresas. Os lucros serão provenientes de publicidade que acompanhará os clips e dos vídeos, criados pelos utilizadores, que incluam música ou outros conteúdos pertencentes ao catálogo da Warner.


O YouTube afirmou que será utilizado um sistema de identificação de conteúdos e direitos de autor, que deverá entrar em funcionamento no final deste ano, para reconhecer os conteúdos e ajudar no administração dos pagamentos às editoras.


O serviço de partilha de vídeos YouTube foi criado há pouco mais de um ano, por dois jovens americanos, e tem vindo a aumentar a sua popularidade entre os internautas, assumindo-se como uma das páginas mais visitadas da Web com cerca 100 milhões de transmissões diárias de vídeos online.


O acordo foi revelado poucos dias depois da Universal Music acusar o YouTube e o MySpace de violar os direitos de autor e de prejudicar a indústria discográfica em dezenas de milhões de dólares.

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