O estudo avaliou 29 países e coloca a Finlândia no topo da tabela. Permite concluir que as empresas portuguesas apostam pouco nas ferramentas digitais para se relacionar com os seus parceiros e para vender os seus produtos.

Ainda que na Administração Pública Portugal esteja entre os países europeus que mais avançaram neste domínio, entre as empresas essa realidade não se verifica e a nossa cadeia de valor surge nesta comparação como menos digitalizada que a média dos países europeus.

Este domínio dos serviços eletrónicos é um dos três vetores analisados no estudo, que em matéria de utilização e adoção digital teve em conta três dimensões.

Além dos serviços eletrónicos, analisou o desempenho das empresas no que se refere à utilização de tecnologia para suporte ao negócio, uma das áreas onde Portugal mais se destaca, surgindo na 7ª posição, ainda que com algumas áreas menos trabalhadas.

Temos investido a bom ritmo em tecnologias de suporte à área financeira ou à cadeia de valor, mas investimos menos em áreas como o CRM, destacou Joaquim Ribeiro, partner da Deloitte, que esta tarde apresentou o estudo no Congresso das Comunicações e que vê essa lacuna como uma oportunidade. 

Na adoção de tendências tecnológicas Portugal volta a surgir abaixo da média europeia. O estudo mostra que as empresas portuguesas são conservadoras e preferem apostar em áreas de pouco risco. Temas como o Big Data, o Cloud Computing ou os media sociais para empresas são domínios onde temos evoluído menos que na média dos países europeus e que também são aqui apontadas como uma oportunidade para levar a cabo processos de transformação digital.

O estudo avaliou igualmente três dimensões relacionadas com a preparação digital e destaca que as medidas de desburocratização têm proporcionado um ambiente favorável à criação de novas empresas, dando vantagem a Portugal face a outros países.

O país também ocupa lugar de destaque nas infraestruturas. Aparece menos bem nos recursos humanos TIC, que são escassos, ou nas questões relacionadas com a proteção legal da propriedade intelectual.  

O estudo da Deloitte – The Digital Enterprise: Europe and Portugal, foi encomendado pela Siemens e foi realizado para 29 países, analisou seis dimensões, 18 categorias e 107 indicadores.

Nota de redação: Foi corrigido o nome do partner da Deloitte referido no artigo.

 

 

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